banner
Enriquecimento ambiental
Encontro com a veterinária e bióloga Catarina Baptista e Daniela Rato


Esta semana a sessão do “Encontro com o Cientista” foi muito especial e contou com a colaboração de duas educadoras do Jardim Zoológico de Lisboa: a veterinária Catarina Baptista e a bióloga Daniela Rato, que nos explicaram o que é o enriquecimento ambiental e a sua importância para as espécies que vivem no zoo.

Para perceberem melhor como se faz o enriquecimento ambiental, no que diz respeito à alimentação, os alunos conheceram o tratador dos tigres que lhes explicou como alimentam estes animais, estimulando os seus comportamentos naturais.



De seguida, observaram um casal e duas crias (já com quase 2 anos) no momento em que estavam a ser alimentados. Para simular a caça, são colocados sacos de serapilheira com carne (6 a 7 Kg) em locais de difícil acesso. Assim, estimulam capacidades sensoriais (olfato) e motoras (trepar), tal como fazem na natureza. O facto de a comida estar dentro de sacos estimula os instintos do animal que tem de rasgar a sarapilheira onde está comida, tal como teria de rasgar a pele das suas presas.

Os alunos também viram que nas instalações dos tigres foram colocados ramos de eucalipto retirados das instalações dos coalas e repararam que um tigre aproximou - se para cheirar, isto também é enriquecimento sensorial.

As educadoras ainda explicaram que os tratadores dos tigres colocam os sacos de comida quando estes estão nas instalações interiores e só os deixam sair quando já não estão lá, porque os felinos têm os seus instintos naturais e poderiam atacá-los.

Depois de perceberem como se faz a alimentação e o enriquecimento ambiental dos tigres, os pequenos cientistas foram conhecer outros animais:


Zebras e Cobo de Leche - são duas espécies de herbívoros que coabitam nas mesmas instalações, com o propósito de juntar diferentes animais que convivem na natureza





Bongo - o bongo e as zebras têm riscas que funcionam como camuflagem para se protegerem dos predadores. O bongo tem cornos feitos de ossos e não crescem depois da idade adulta. Esta espécie vive em pequenos grupos familiares.

Rinoceronte Indiano - tem um chifre que está sempre a crescer e é feito do mesmo material que as nossas unhas e cabelos.



Coalas - marsupiais que se encontram em vias de extinção. Quando nascem são muito pequenos e vão para a bolsa (marsúpio) encaminhados pela saliva da mãe, na qual permanecem durante algum tempo a mamar e a desenvolver-se. Comem 24 espécies de eucalipto e até os seus dejetos cheiram a eucalipto. O Coala significa aquele que não bebe, isto porque as folhas de eucalipto têm muita água. No entanto, no fundo da instalação está sempre uma tina com água e, se o coala for lá beber, pode significar que está doente.


Arara de asa verde – como todas as aves tem o corpo coberto de penas e põe ovos. O seu bico está adaptado a comer sementes de girassol, nozes, amêndoas e avelãs.

Catatua-sanguínea, Catatua-de-crista-amarela e Catatua-branca - estão todas juntas para fazerem enriquecimento ambiental, vivem em grupo e às vezes misturam-se. A crista serve para atrair os parceiros. Nas instalações das aves existem grades para elas se pendurarem e imitarem comportamentos da natureza.

Kokaburra - é uma ave da família dos guarda-rios, nativa da Austrália. Tem o bico adaptado para apanhar peixes. Acasalam para toda a vida, assim como as araras.


Primatas e macacos - os primatas têm um polegar oponível, unhas e impressão digital. Os macacos geralmente têm cauda e não têm o polegar como os primatas.

Siamango - é um primata omnívoro, pois come carne e vegetais. Está numa instalação com cordas, árvores, relva, escadas de madeira e um fosso de água a toda a volta, elementos que fazem parte do enriquecimento ambiental. A existência de um fosso de água permite que a sua instalação não tenha grades. Ou seja, ele olha para a água e como está turva não consegue perceber a profundidade do fosso, impedindo que tente fugir porque tem medo da água.



Rinoceronte branco – o seu habitat natural é em África e tem dois chifres frontais. Os rinocerontes estão a desaparecer da natureza devido à perda do habitat e à caça para o comércio ilegal do chifre, que dizem ter propriedades curativas. Desta forma, para os podermos proteger não devemos comprar nada feito do chifre dos rinocerontes.



Flamingo rubro - é uma ave com plumagem de cor carmim devido aos pigmentos carotenos que ingere, nomeadamente através das cenouras e maçãs. A sua posição de descanso é com uma pata no ar.

Com esta sessão, os alunos ficaram a saber que os animais do zoo não vêm da natureza, mas sim de outros zoos. O principal objetivo dos vários jardins zoológicos existentes é a reprodução e reintrodução na natureza de espécies ameaçadas, através da investigação científica e de programas de enriquecimento ambiental. Procura-se proteger; estudar e conhecer os animais, para poder preservar as espécies e partilhar conhecimentos que permitam garantir a sua sobrevivência.





Escola Ciência Viva - Jardim Zoológico de Lisboa
EB Prof.ª Aida Vieira e EB Eng. Duarte Pacheco
15 de março de 2019


Voltar