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Um biólogo no Jardim Zoológico
Encontro com o biólogo Tiago Carrilho

Biólogo e educador no Jardim Zoológico de Lisboa, Tiago Carrilho foi o investigador convidado na semana do “Erasmus da Escola Ciência Viva”...




Explicou que um biólogo estuda a vida dos animais e das plantas, mas também tem outra função, ou seja, ensinar.

Entrou em biologia em 2004 e veio para Lisboa, dado que era de Santarém. Posteriormente, em 2006 começou a trabalhar no zoo como educador, isto é, ensinar coisas sobre animais e não só, pois também ele aprendeu outras coisas. Como por exemplo, que a língua do urso formigueiro tem 60 cm e que o pescoço da girafa tem o mesmo número de vértebras que o nosso, no entanto são maiores. Continuou a estudar ao mesmo tempo que trabalhava, e em 2009 fez investigação sobre osgas, nas ilhas selvagens. Em 2010 foi para Madrid para trabalhar em laboratório e enquanto esteve lá estudou os pulgões que comem as plantas dos pimentos. Assim sendo, desenvolveu um produto que serve para afastá-los sem os matar.

De facto, o Tiago teve a oportunidade de experimentar várias vertentes do trabalho de investigador e percebeu que, o que gostava mais de fazer era comunicar com o público e, por isso, em 2011 regressou ao Zoo de Lisboa.

Depois desta apresentação os alunos efetuaram uma visita virtual ao zoo, para isso o investigador fez uma ligação skype para o colega Diogo, que estava no Jardim Zoológico. Desta forma, os pequenos cientistas colocaram algumas questões e ficaram a conhecer mais sobre alguns dos animais que vivem no zoo:




Zebras - pertencem ao grupo dos herbívoros, por isso comem erva. As suas riscas servem para camuflagem, uma vez que vivem em grupos muito grandes na savana.

Tigre-da-sibéria - a carne é escondida dentro de um saco para eles se alimentarem, pois comem 5 a 7 kg de carne, mas não é assim todos os dias. Isto porque, no seu habitat também funciona da mesma forma e muitas das coisas que fazem no zoo, servem para imitar aquilo que se passa na natureza. É a maior de todas as subespécies de tigre e o maior felino do mundo.

Suricatas - cada membro da família desempenha uma função específica, uns procuram alimento, outros cuidam das crias, outros constroem túneis e ainda há aqueles que fazem a vigia e alertam os outros da existência de perigo. O que mais gostam de comer é escorpiões, e são imunes ao veneno deles.

Pinguins-do-cabo - não têm gelo na sua instalação porque vivem na África do Sul, ou seja, onde há mais calor e por isso podem existir no zoo. Estes pinguins formam casais para a vida. O que é que os pinguins têm para se defender? Têm um bico muito forte, mergulham a grandes profundidades e também se conseguem camuflar. As cores da plumagem destas aves não voadoras, pretas no dorso e brancas no ventre, permite-lhes serem confundidas.

Macaco-aranha - é um primata porque tem o polegar oponível. É extremamente ágil e com a ajuda da sua cauda consegue trepar as árvores, logo parece uma aranha gigante. No que diz respeito à sua alimentação, comem fruta e legumes, portanto são frugívoros.

Siamango - faz umas belas vocalizações para marcar o seu território. Como vive na floresta consegue fugir dos predadores deslocando-se pelas árvores.

Depois de terminada a viagem, o investigador Tiago Carrilho explicou aos participantes o que é um zoo e quais as suas missões.

Antigamente os animais estavam no zoo só para as pessoas os verem, mas agora, conhecendo os animais, é possível mantê-los saudáveis e estimular os comportamentos naturais de cada espécie. Assim, possuem condições de terem crias que poderão ser reintroduzidas na natureza. Por exemplo, um leão do zoo foi reintroduzido na natureza e já teve 11 crias.

Posto isto, importa frisar que uma das missões está relacionada com a proteção dos animais em vias de extinção e a outra consiste em estudar os animais para saber mais sobre eles. Pois, hoje em dia os animais que existem nos zoos não são retirados da natureza vêm de outros zoos.

De seguida, os alunos viram um vídeo sobre o enriquecimento ambiental dos leões e repararam que eles têm de agarrar a carne com muita força para ela não fugir, porque na natureza acontece o mesmo. Neste sentido, tiveram de estudar os animais para poderem imitar os seus comportamentos naturais, deste modo a carne é colocada em sacos, que simulam a pele da presa, e é pendurada, obrigando-os a exercitar o salto e a fortalecer as garras. Os pequenos cientistas também ficaram a saber que a caça é feita pelas leoas, enquanto que os leões marcam o território e protegem as fêmeas e as crias. A juba serve para chamar a atenção das fêmeas, além de assustar os outros animais.




Quanto às instalações dos Chimpanzés, verificaram que não têm vidro, nem grades, mas têm água como barreira, porque têm medo e não sabem nadar muito bem. No entanto, para perceber que a água funciona como uma barreira foi necessário estudar e perceber mais sobre estes animais.

Para finalizar a sessão, o investigador disse que para além de todo o conhecimento e proteção dos animais, uma das missões do zoo passa também por educar, e este é o aspeto que ele gosta mais no seu trabalho.

Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB de Cantanhede e EB Vila Nova da Barquinha
5 de abril de 2019


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