banner
o Ar é de todos!
Encontro com a Engenheira do Ambiente Marta Almeida

Marta Almeida, engenheira do ambiente que investiga na área da Qualidade do Ar, veio à Escola Ciência Viva falar com os alunos sobre o seu trabalho. Alertou para o facto da maioria das pessoas não ter noção que a poluição atmosférica é uma das principais causas de morte e disse que o seu papel enquanto cientista é produzir informação para contribuir para uma sociedade mais informada. Disse também que todos nós, enquanto cidadãos, devemos assumir a responsabilidade de melhorar a qualidade do ar, porque é essencial para a nossa saúde e bem-estar.




Explicou que o ar é uma mistura de gases constituída por 21% de oxigénio, 78% de azoto (nitrogénio) e 1% de outros gases, e que é esta pequena parte que a investigadora estuda. Afirmou também que quando o ar está em boas condições não apresenta cor, cheiro, gosto e, também, não o vemos.

Será que que a qualidade do ar é importante? Se a água não for boa, nós podemos preferir não a beber, mas não podemos escolher o ar que respiramos.

Para viver, precisamos de 0,5Kg de comida e 1,5L de água, diariamente. E de ar, quanto precisamos? Cerca de 15 000 litros de ar, o que equivale a 10 000 garrafas de água. Estamos sempre a respirar e por isso é importante cuidarmos do ar para não desenvolvermos algumas doenças associadas à sua fraca qualidade.




No seu trabalho, a investigadora recolhe amostras do ar para identificar e estudar os componentes que fazem parte daquele 1%, respeitante aos outros gases, para que possa propor medidas para melhorar a qualidade do ar. É nesta pequeníssima parte que se encontram os poluentes, que são gases ou partículas que podem existir no ar em concentrações superiores ao que é desejável ou suposto, tornando-se nocivos.

Falou de vários poluentes, como o dióxido de enxofre, e das diferentes causas da poluição atmosférica: os meios de transporte que se movem a combustíveis fósseis, as fábricas, as lareiras e outras situações em que no seu funcionamento resulte na emissão de gases poluentes. Referiu também que para termos eletricidade podemos estar a poluir, isto se esta energia for proveniente de centrais termoelétricas, que produzem energia a partir da queima de combustíveis sólidos, líquidos ou gasosos.

Como tal, é necessário encontrar formas de produzir energia mais limpa: eólica, solar, hidráulica, maremotriz, ... e assim reduzir as emissões de gases poluentes. A energia limpa é também um importante fator para se garantir o desenvolvimento sustentável do planeta.




Mas, o que polui o ar no interior da sala de aula?
Por exemplo, o giz.
E nós também, porque quando respiramos, expiramos ar com maior quantidade de dióxido de carbono. E, se não existir renovação do ar da sala, vão acumular-se grandes quantidades de CO2 e de outros poluentes do ar interior. O ar da sala fica saturado, o que faz com que os alunos tenham maiores dificuldades em concentrar-se e aprender. O material existente na sala de aula também fazem aumentar o pó e a quantidade de partículas, por isso é tão importante fazer a limpeza e arejamento frequente do espaço.

E em casa?
Os tapetes e cortinas, muitos brinquedos ou objetos dificultam a limpeza e por isso acumulam mais poeiras no ar. Também a existência de lareira pode degradar a qualidade do ar. Na cozinha, as temperaturas mais elevadas, a humidade e os restos de comida, que são alimento para os micro-organismos do ar, são também fontes de degradação da qualidade do ambiente. É importante limpar e arejar o espaço.

Sem prejudicar o nosso estilo de vida, o que podemos fazer para melhorar a qualidade do ar da nossa cidade?
É essencial melhorar a eficiência energética, mas esta variável não depende de nós.

Contudo, ao nosso alcance estão algumas medidas que podem contribuir para o benefício de todos, a saber:

    1 – Reduzir o consumo de bens e produtos;
    2 – Reciclar, diminuindo o consumo de matéria prima e fomentando o reaproveitamento do material já existente;
    3 – Nas fábricas, exigir que sejam colocados filtros que retenham as partículas e os gases poluentes;
    4 – Sempre que possível, utilizar energia proveniente de fontes renováveis;
    5 – Incentivar o uso de transportes coletivos, de veículos movidos a energia elétrica ou mesmo, sempre que possível, diminuir ou dispensar a sua utilização;
    6 – Pensar diariamente que a qualidade do ar é importante para a nossa saúde e bem-estar e agir em conformidade.

Finalizou esta sessão propondo aos alunos um desafio para desenvolverem em grupo: Iriam fazer o exercício de imaginar que seriam os próximos candidatos à presidência da Junta de Freguesia, sendo necessário elaborar uma proposta para melhorar a qualidade do ar na escola ou no bairro. A proposta elaborada foi depois apresentada na “televisão” e votada.






Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB O Leão de Arroios e EB Prof. Manuel Sérgio
22 de fevereiro de 2019


Voltar