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Parasitologista
Encontro com a Bióloga Luísa Figueiredo



O “Encontro com o Cientista” foi com a parasitologista Luísa Figueiredo, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa.

A investigadora começou por dizer aos alunos que quando temos uma pergunta e não sabemos responder, se estivermos na sala de aula devemos perguntar à professora, se for no recreio perguntamos aos amigos, em casa perguntamos aos pais e irmãos. No entanto, eles nem sempre sabem tudo e, por isso, é necessário pesquisar nos livros e na internet. Mas, se nem aí encontrarmos as respostas, podemos questionar um cientista, isto porque se ele não souber vai estudar e investigar utilizando o método científico.

Os pequenos cientistas também ficaram a saber que a investigadora estuda micróbios que são maus para a saúde (parasitas) e que a maioria deles só é visível ao microscópio. Neste sentido, importa referir que a sua principal investigação é sobre o Trypanosoma, o parasita causador da doença do sono, que se não for tratada pode ser fatal.

Contudo, há parasitas que vivem fora do corpo, como os piolhos, sendo que o seu desenvolvimento passa por várias fases: primeiro são ovos, depois ninfas (que corresponde à fase de crianças nos humanos), depois crescem e são adultos e, posteriormente põem novamente ovos. Quando tratamos os piolhos, usamos um champô que só mata as ninfas e os adultos, portanto temos de usá-lo mais do que uma vez para conseguirmos controlar estes parasitas.










Pois, todos nós sabemos quando é dia e noite porque com os nossos olhos conseguimos perceber a variação da luz. Também temos a perceção de que a temperatura é diferente durante o dia e a noite, através da nossa pele. Os seres humanos e muitos animais são diurnos, isto é, fazem a maioria das suas atividades ao longo do dia e dormem à noite. Mas o mesmo não se passa com todos os animais, pois há outros que são noturnos como as corujas, morcegos, entre outros.

Neste sentido, foram feitas diversas experiências para descobrir se os parasitas que causam a doença do sono conseguem distinguir o dia da noite. Assim sendo, colocaram os parasitas dentro de um frasco e de 4 em 4 horas foram ver se estavam mais parados, no entanto verificaram que estavam sempre a mexer. Depois, fizeram outra experiência com açúcar para compreenderem se os parasitas comem mais durante o dia ou a noite. Deste modo, conseguiram perceber que eles comiam mais durante o dia. Através dos resultados obtidos das experiências anteriores, executaram uma terceira experiência com ADN e descobriram que os parasitas são mais ativos durante o dia e por isso sabem distinguir se é dia ou noite. Importa ainda salientar que estas experiências demoraram 3 anos a serem realizadas. Então, a investigadora sublinhou a importância de os cientistas serem muito persistentes e escreverem artigos a explicarem o seu trabalho, de maneira a que outras pessoas possam ter acesso a essa informação.

No final da sessão, ainda houve tempo para responder a algumas perguntas dos alunos da Escola Ciência Viva.



Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB B.º do Armador e EB Teixeira Gomes
29 de março de 2019


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