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Laboratórios do IPMA
Encontro com a Equipa de investigação do IPMA




O primeiro “Encontro com o Cientista” do ano de 2019 levou os alunos da Escola Ciência Viva ao IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) onde conheceram vários investigadores e dois laboratórios diferentes.

No laboratório de ictioplâncton puderam observar e ficar a conhecer alguns dos organismos microscópicos que existem na água, tal como o zooplâncton e o fitoplâncton. Estes organismos, respetivamente animais e vegetais, navegam nas correntes oceânicas e são muito pequenos, não os conseguindo ver a olho nu. São seres muito pequenos que não têm força para nadar mais que as correntes. Um exemplo de maiores dimensões são as alforrecas, também consideradas como zooplâncton, que se deixam levar ao sabor das correntes. O fitoplâncton é composto por microalgas. Para apanhar estes organismos usa-se uma rede de malha muito fina que é recolhida através de arrasto feito pelos barcos.

Os organismos do zooplâncton são tantos, a diversidade é tanta, que não se consegue analisar tudo. No IPMA optam por estudar as espécies importantes para a pesca e por isso apostaram no ictioplâncton (parte do zooplâncton composto pelos ovos e larvas de espécies pesqueiras).

Os peixes põem ovos e evoluem para larvas que depois se tornam em peixes adultos. As larvas e os ovos de muitos peixes fazem parte do zooplâncton. Por exemplo o carapau, a cavala e a sardinha são peixes que vivem na coluna de água (pelágicos), os seus ovos fazem parte do zooplâncton, mas quando crescem deixam de fazer parte desse grupo. Por essa razão são designados de meroplâncton. Os alunos observaram, através da lupa, ovos de sardinha, de carapau e também de biqueirão e perceberam quais as caraterísticas que os permitem identificar.



No laboratório de oceanografia química, os alunos observaram diferentes amostras de areia e investigaram como é composta e algumas das suas propriedades.

Será que as areias são todas iguais?
Não, as suas características dependem do tipo de rochas que se foram reduzindo (meteorização) com ação da chuva, do Sol e de outros fatores.

Definimos areia como tudo o que passa por um crivo de 2 mm e fica retido no crivo de 0,063 mm. A cor dos grãos de areia tem a ver com as rochas originais e conchas. E por isso podemos saber a sua origem. Muitas das cores que vemos na areia são naturais, mas outras resultam da degradação do plástico que afeta negativamente o ambiente.




Escola Ciência Viva - Instituto do Mar e da Atmosfera
EB n.º 1 e EB Rainha Santa Isabel
11 de janeiro 2019


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