banner
Cérebro
Encontro com a neurocientista Diana Prata


Diana Prata, investigadora do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, veio à Escola Ciência Viva falar com os alunos sobre o seu trabalho enquanto neurocientista.

A investigadora começou por dizer que há neurocientistas que realizam o seu trabalho estudando animais, no entanto, a sua área de estudo é o funcionamento do cérebro humano. Assim sendo, os alunos ficaram a saber que, no reino animal, o cérebro humano é o que tem a parte do pensamento complexo mais desenvolvido (córtex frontal).

No seu trabalho, utiliza um computador, que liga com fios à cabeça das pessoas (ou através de uma câmara de ressonância magnética), e assim consegue ver as áreas do cérebro que são ativadas durante o desempenho de determinada tarefa e perceber quais as áreas que controlam as diferentes funções.



Os pequenos cientistas também aprenderam que o cérebro está dividido em várias zonas. Ou seja, o lobo frontal que é maior nos seres humanos (comparativamente com os outros animais); o lobo occipital que é responsável pela visão; o lobo parietal que está relacionado com as sensações e o lobo temporal que está ligado aos ouvidos, sendo que as zonas mais interiores do cérebro estão ligadas às necessidades e emoções fortes.

A investigadora explicou que o cérebro é formado uma vasta rede de neurónios, que possuem um corpo celular e extensões que se chamam axónios e estão cobertos de mielina (gordura).

Os neurónios comunicam entre si através da eletricidade, isto é, por impulsos elétricos nas terminações dos axónios, onde são libertadas substâncias químicas, os neurotransmissores, que estabelecem a comunicação entre os vários neurónios. Isto faz com que haja mais impulsos elétricos no nosso cérebro durante um dia do que em todos os telemóveis do mundo.





Também é possível medir os impulsos elétricos do cérebro. Para tal, é necessário colocar na cabeça das pessoas uma touca com fios. Não se consegue estudar o cérebro através de uma radiografia, dado que só conseguimos ver os ossos. Contudo, é possível ver o cérebro realizando uma ressonância magnética.



Os alunos ficaram surpreendidos quando a neurocientista revelou que já é possível jogar computador ou mexer membros do corpo que não funcionam através de máquinas que leem o nosso pensamento. Comprovaram a veracidade da informação com a visualização de um vídeo em que uma senhora com um braço robótico ligado ao cérebro, conseguia comer um chocolate.






Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Maria Barroso e EB B.º do Restelo
22 de março de 2019


Voltar