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Engenharia civil
Encontro com o engenheiro civil António Gago

O “Encontro com o Cientista” António Gago, engenheiro civil, do Instituto Superior Técnico contou com a colaboração de outro engenheiro civil, António Cardoso, e permitiu que os alunos visitassem e experienciassem diferentes situações no Laboratório de Estruturas e Resistência de Materiais (LERM) e no Laboratório de Hidráulica e Recursos Hídricos (LHRH).




No LERM puderam observar e compreender melhor algumas das experiências realizadas para testar a resistência dos materiais utilizados na construção civil, uma das muitas tarefas do trabalho nesta área.

Neste sentido, António Gago explicou que os engenheiros são vulgarmente associados à construção, sendo a sua área de atuação muito vasta: constroem e trabalham em estruturas que transportam a água desde as barragens até às nossas casas, em pontes, edifícios, estradas, entre outras coisas.

Neste laboratório, os engenheiros procuram perceber e experimentar as reações dos diversos materiais utilizados, face a diferentes variáveis, e testar a resistência das combinações possíveis com os materiais disponíveis. Por exemplo, um material muito utilizado para construir estruturas é o betão armado (betão reforçado interiormente com uma estrutura metálica, que lhe confere maior resistência). Neste momento, estão a estudar a possibilidade de substituir os varões das estruturas metálicas por outros materiais, nomeadamente por fibra de vidro. Os testes ajudam a perceber as vantagens e desvantagens da utilização de cada um destes materiais. Se por um lado as estruturas metálicas com base em ferro são pesadas e enferrujam com facilidade, a fibra de vidro é mais leve, mas resiste mal ao fogo. Segundo disse, sempre que se tem uma ideia para um material melhor é necessário submetê-lo a testes e ir aperfeiçoando a solução, evitando correr riscos.

De seguida, o investigador desafiou os alunos a construírem uma ponte com diferentes peças de madeira. Numa primeira fase, elaboraram uma estrutura retilínea, depois experimentaram fazê-la em arco, como os romanos.




No LHRH, os engenheiros estudam a energia gerada pela água, nomeadamente das barragens, ou seja, a força da água em movimento permite a movimentação das turbinas que estão ligadas a um gerador, que é responsável pela transformação da energia mecânica em energia elétrica. Portanto, o trabalho dos engenheiros é fazer o que não se vê e levar a eletricidade até às nossas casas.




Aqui os alunos observaram que os rios transportam água e areia. Assim, para construir uma ponte por cima de um rio têm de calcular muito bem onde se vão colocar os pilares e a que profundidade, entre outros fatores, porque a areia que está por baixo é arrastada apenas para um dos lados. Para melhor compreendermos esta situação, António Cardoso mostrou num simulador o que acontecia a um berlinde se fosse colocado junto de um pilar de uma ponte. Percebemos que andava no sentido contrário da água, porque a areia vai saindo de baixo do berlinde e este roda para trás. No entanto, se o fundo do rio fosse rijo e liso ia acontecer o contrário.




No final, todos juntos, os alunos assistiram a um ensaio de carga no laboratório de estruturas, sendo que uma das peças tinha uma vara de ferro no interior. Verificaram que o macaco hidráulico começou a fazer força e a primeira peça conseguiu resistir a 900 kg de carga e a peça com a vara de ferro a 1700 Kg. Com esta demonstração perceberam que os testes realizados neste laboratório permitem aferir a resistência dos materiais e melhorar a sua qualidade, pois verificaram que com a presença da vara quase duplicou a resistência da estrutura.






Escola Ciência Viva - Instituto Superior Técnico
EB Fernanda de Castro e EB Luísa Ducla Soares
10 de maio de 2019


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