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Zooarqueologia
Encontro com a zooarqueóloga Ana Elizabete Pires


O primeiro “Encontro com o Cientista” do ano letivo 2018/19 foi com a bióloga Ana Elizabete Pires, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que veio falar sobre domesticação dos animais.

Porquê?
A domesticação permitiu uma maior disponibilidade alimentar para as populações humanas que deixaram de necessitar caçar o seu alimento. Começaram por domesticar animais grandes como o auroque (parente da vaca) para se alimentarem e depois animais mais pequenos como cabras e coelhos.

Quando começou?
No início do Mesolítico, há 15000-12000 anos foram encontrados registos do começo da domesticação do cão. Nessa altura os humanos ainda não conheciam a agricultura, eram por isso caçadores recolectores. No Neolítico (5000 A.C. – 3000 A.C.) surgiu a agricultura e as populações começaram a produzir mais alimento e também se tornaram sedentárias, tendo começado a domesticar outros animais.

Onde teve origem?
Os principais centros de domesticação foram no crescente fértil, onde hoje é a Jordânia.

Porque é que só algumas espécies foram domesticadas?
Para uma espécie ser domesticada tem de obedecer a algumas características: ser dócil e não ter medo dos humanos; não ser territorial (tem de tolerar outros animais); tolerar um dono, reconhecendo hierarquia; reproduzir-se em cativeiro; ter rápido crescimento; ter uma dieta que o Homem possa fornecer; não entrar em pânico quando estão fechados (em cercas).

Uma espécie domesticada é criada em cativeiro e as suas características são completamente diferentes do seu ancestral. São espécies diferentes.

Ao longo do tempo os animais foram selecionados para o fim a que se destinam, por exemplo, as galinhas foram selecionadas para serem maiores, os auroques para serem menores. Ocorreram alterações nos animais a nível morfológico, mas também a nível do ADN.

Como se chega a estas conclusões?
Através de restos de ossos e dentes, encontrados nos vestígios passados do Homem (registos arqueológicos). Os arqueólogos fazem a escavação e os biólogos, como a Elizabete, fazem a análise genética dos ossos encontrados.




Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
Externato Champagnat
21 de setembro de 2018


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