Esta semana recebemos no “Encontro com o Cientista” o investigador Pedro Abreu, físico do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
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Já para ver coisas muito pequenas, por exemplo bactérias no iogurte, podemos usar um microscópio. Mas há coisas ainda mais pequenas, por exemplo, os vírus que são 1000 vezes mais pequenos que as bactérias e para os ver é necessário o microscópio electrónico, que pode ter 2 metros de altura. Também são necessários para observar os genes e os cromossomas que constituem o ADN.
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Para observar os átomos, que são ainda mais pequenos e que constituem toda a matéria, é necessário recorrer a um microscópio de força atómica. Mas para ver a estrutura dos próprios átomos precisamos de recorrer a um microscópio especial, um túnel circular com 27 quilómetros de extensão, chamado acelerador de partículas.
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Os cientistas que trabalham nesta área, utilizam instrumentos como um acelerador de partículas para fazer experiências (ex. ATLAS e CMS), em que se procura saber a evolução do universo. Por outro lado, estes instrumentos ainda não permitiram obter determinadas informações, nomeadamente, como se deu o Big Bang.
Mostrou uma imagem do universo quando tinha 380.000 anos e, com esta idade, o universo era como se fosse bebé. Pode-se observar que nas zonas vermelhas o gás está mais junto e na zona azul o gás está mais afastado. Ao estudar esta imagem descobriu-se que nas zonas vermelhas o gás está mais denso e à medida que o gás se vai juntando vão-se formando novas estrelas. Neste momento o universo tem 13.820.000.000 anos.
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Apresentou um gráfico que ilustrava as várias fases da vida de uma estrela, desde o seu nascimento até à sua morte. Explicou-nos que o nosso sol está numa fase amarela, posteriormente, daqui a 5.000 milhões de anos, vai ficar numa gigante vermelha e morre como uma anã branca, em 6.000 milhões de anos. Também nos disse que se a estrela for maior que o sol, ela vai explodir e transformar-se numa estrela de neutrões. Mas se for muito maior, a estrela termina num buraco negro.
No final da sessão os alunos fizeram as habituais perguntas e ficaram a saber que para se ser cientista tem de se estudar e trabalhar muito, ser curioso... e não deixar morrer a curiosidade.
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