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A importância do solo
Encontro com a ecóloga Maria Amélia Martins-Loução

A investigadora Maria Amélia Martins-Loução, professora jubilada da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, veio até à Escola Ciência Viva, com a sua equipa de trabalho, explicar aos alunos a importância de preservar o solo.

Começou por explicar aos alunos que na Faculdade de Ciências há vários ramos de investigação, no entanto todos se ligam, uma vez que, para haver progresso da ciência é necessária a partilha de conhecimento e interajuda entre equipas de trabalho. O lema da faculdade é: “O que hoje não sabemos, amanhã saberemos” (Garcia de Orta, 1563)

O nosso conhecimento está sempre a aumentar… um cientista parte do conhecimento que tem num determinado momento e vai acrescentando.




Tal como a investigadora alguns dos elementos da sua equipa, Cristina Cruz e Teresa Dias são ecólogas. A palavra ecologia deriva da junção dos termos gregos “oikos” (eco), que significa “casa” e “logos”, que significa “estudo”, como a nossa casa é o planeta Terra estas investigadoras dedicam-se ao estudo do planeta e das relações entre os seus elementos.
Juliana Melo faz também parte desta equipa, mas a sua área de investigação é a microbiologia, estudando a parte invisível das relações entre os elementos.

Para que os alunos percebessem a quantidade de solo existente no planeta Terra a investigadora trouxe consigo uma maçã que dividiu em várias partes. A maçã simbolizava o nosso planeta e os vários pedaços em que a partiu, as diferentes partes que o constituem. Assim, começou por dividi-la em 4 e explicou que, no nosso planeta, ¾ da superfície são água e colocou-as de lado. Pegou na parte restante (¼), que representa o que não é água, e dividiu-a ao meio, explicando que ⅛ (metade de ¼) representa as regiões montanhosas e geladas e que apenas o restante (o outro ⅛) é a porção habitável.

Esta porção foi ainda dividida em 4 partes iguais, sendo que:

    • 1 parte corresponde às cidades (⅟32)
    • 1 parte às zonas de montanha inóspitas (⅟32)
    • 1 parte às zonas encharcadas (⅟32)
    • 1 parte às zonas agrícolas (⅟32)


  • Ou seja, apenas ⅟32 do planeta Terra pode ser usado para agricultura. Se tirarmos a casca dessa porção de maçã, temos aquilo que representa o solo.




    Disse-nos que a palavra solo vem do latim solum, que significa exposto/abandonado. Esta “película” tão diminuta é fundamental para a vida porque é necessária para a produção de alimento e que a devemos preservar porque para se formarem 10 cm de solo são precisos 10 mil anos.

    Mas o que é isso de solo?
    O solo tem vários constituintes, a parte maior corresponde a minerais, depois água e ar e a matéria orgânica é parte mais pequena da constituição do solo. Parte orgânica do solo incluí vida macroscópica e também uma parte invisível microscópica.




    Para que pudessem conhecer melhor o solo os alunos tiveram oportunidade de colocar as “mãos na massa” em duas atividades experimentais. Usando um protocolo experimental começaram por determinar a textura do solo.




    Para além disso exploraram um terrário onde tinham de procurar diferentes elementos como fósseis, vestígios da atividade do Homem, elementos vivos, lixo, tesouros, etc.






    Alguns elementos encontrados foram por exemplo: dentes (vestígios), rebuçados (lixo), plástico (lixo), moedas (tesouros), esqueletos (vestígios), comprimidos (lixo)... Restos de plantas, aranhas, ratos ou lagartos (vivos) tudo isto é possível aparecer no solo.
    Os vestígios encontrados também mostram a importância do solo em termos históricos, são úteis para nos darem indicações sobre o passado.

    Com estas atividades os alunos aprenderam:

      - A não ter medo de sujar as mãos;
      - Que o solo tem riquezas;
      - Que não devíamos encontrar lixo no solo, pois este devia ser reciclado;
      - Que podemos encontrar diferentes tipos de solo;
      - E que temos de conservar e preservar o solo, se não tivermos um bom solo não conseguimos produzir o alimento necessário para alimentar a população humana.






    Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
    EB O Leão de Arroios e EB S. Vicente
    2 de fevereiro de 2017






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