A investigadora Maria Amélia Martins-Loução, professora jubilada da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, veio até à Escola Ciência Viva, com a sua equipa de trabalho, explicar aos alunos a importância de preservar o solo. |
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Tal como a investigadora alguns dos elementos da sua equipa, Cristina Cruz e Teresa Dias são ecólogas. A palavra ecologia deriva da junção dos termos gregos “oikos” (eco), que significa “casa” e “logos”, que significa “estudo”, como a nossa casa é o planeta Terra estas investigadoras dedicam-se ao estudo do planeta e das relações entre os seus elementos.
Juliana Melo faz também parte desta equipa, mas a sua área de investigação é a microbiologia, estudando a parte invisível das relações entre os elementos.
Para que os alunos percebessem a quantidade de solo existente no planeta Terra a investigadora trouxe consigo uma maçã que dividiu em várias partes. A maçã simbolizava o nosso planeta e os vários pedaços em que a partiu, as diferentes partes que o constituem. Assim, começou por dividi-la em 4 e explicou que, no nosso planeta, ¾ da superfície são água e colocou-as de lado. Pegou na parte restante (¼), que representa o que não é água, e dividiu-a ao meio, explicando que ⅛ (metade de ¼) representa as regiões montanhosas e geladas e que apenas o restante (o outro ⅛) é a porção habitável.
Ou seja, apenas ⅟32 do planeta Terra pode ser usado para agricultura. Se tirarmos a casca dessa porção de maçã, temos aquilo que representa o solo. |
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Disse-nos que a palavra solo vem do latim solum, que significa exposto/abandonado. Esta “película” tão diminuta é fundamental para a vida porque é necessária para a produção de alimento e que a devemos preservar porque para se formarem 10 cm de solo são precisos 10 mil anos.
Mas o que é isso de solo?
O solo tem vários constituintes, a parte maior corresponde a minerais, depois água e ar e a matéria orgânica é parte mais pequena da constituição do solo.
Parte orgânica do solo incluí vida macroscópica e também uma parte invisível microscópica.
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Para que pudessem conhecer melhor o solo os alunos tiveram oportunidade de colocar as “mãos na massa” em duas atividades experimentais. Usando um protocolo experimental começaram por determinar a textura do solo. |
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Para além disso exploraram um terrário onde tinham de procurar diferentes elementos como fósseis, vestígios da atividade do Homem, elementos vivos, lixo, tesouros, etc.
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Alguns elementos encontrados foram por exemplo:
dentes (vestígios), rebuçados (lixo), plástico (lixo), moedas (tesouros), esqueletos (vestígios), comprimidos (lixo)... Restos de plantas, aranhas, ratos ou lagartos (vivos) tudo isto é possível aparecer no solo.
Os vestígios encontrados também mostram a importância do solo em termos históricos, são úteis para nos darem indicações sobre o passado.
Com estas atividades os alunos aprenderam:
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