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A Geologia da Terra
Encontro com geólogo João Duarte

Também há 200 milhões de anos, habitavam na Terra os dinossáurios e a sua presença é evidenciada pelo registo fóssil que pode ser observado em museus como o da Lourinhã e de Londres.
E porque desapareceram? Inicialmente pensava-se que tinha sido por causa de um meteorito. Hoje em dia, acredita-se que pode ter sido pelo impacto de um ou mais meteoritos, que originou atividade vulcânica. Em simultâneo, a deriva dos continentes provocou alterações climáticas severas, que provavelmente, levaram à extinção dos dinossáurios. No entanto, crê-se que algumas espécies de dinossáurios terão evoluído de forma a adaptar-se ao clima e terão dado origem às aves.

Mas o trabalho dos geólogos também passa por conhecer o interior da Terra. Assim, explicou-nos que o interior da Terra é constituído por várias camadas. O núcleo, a camada que se encontra no centro da Terra é habitualmente dividida em núcleo externo e núcleo interno, tendo em conta as suas variações de composição do seu estado físico. Ao contrário do que muitos imaginam, o núcleo interno é sólido e tem temperaturas muito iguais ou semelhantes às encontradas na superfície do Sol; o núcleo externo é líquido e possui uma fluidez superior à da camada imediatamente a seguir: o manto. O manto é uma camada menos líquida e menos fluída (constituída por uma tipo de material que se chama peridotito) e por cima, a crosta terrestre, que é como se fosse a casca. É nesta camada externa que se situam os oceanos, sendo a rocha predominante o basalto. A parte sólida que constitui os continentes é formada maioritariamente por granito.




Ao observarem um mapa do planisfério terrestre, os alunos conseguiram perceber que os continentes têm recortes como se fossem peças de puzzle e que encaixam uns nos outros.
Para os cientistas, durante muito tempo, isto foi um problema … Como é que os continentes estiveram juntos e se afastaram?

Sabemos que há 200 milhões de anos os continentes estavam juntos formando um supercontinente denominado Pangea (grande terra).
O planeta Terra tem 4,5 mil milhões de anos e pensa-se que, no passado, já ocorreram 9 Pangeas. Por esta razão, os cientistas acreditam que será possível, no futuro, os continentes voltarem a estar juntos.




Mas o trabalho dos geólogos também passa por conhecer o interior da Terra. Assim, explicou-nos que o interior da Terra é constituído por várias camadas. O núcleo, a camada que se encontra no centro da Terra é habitualmente dividida em núcleo externo e núcleo interno, tendo em conta as suas variações de composição do seu estado físico. Ao contrário do que muitos imaginam, o núcleo interno é sólido e tem temperaturas muito iguais ou semelhantes às encontradas na superfície do Sol; o núcleo externo é líquido e possui uma fluidez superior à da camada imediatamente a seguir: o manto.

O manto é uma camada menos líquida e menos fluída (constituída por uma tipo de material que se chama peridotito) e por cima, a crosta terrestre, que é como se fosse a casca. É nesta camada externa que se situam os oceanos, sendo a rocha predominante o basalto. A parte sólida que constitui os continentes é formada maioritariamente por granito.




No interior da Terra a temperatura é muito elevada (aproximadamente 4 mil graus Celsius) e, por essa razão, o seu material encontra-se no estado líquido, o que faz com que as placas tectónicas (onde estão inseridos os continentes) não estejam fixas e se movimentem.




As placas tectónicas estão separadas por falhas tectónicas, como na Islândia onde existe uma falha visível, à superfície, entre a placa euro-asiática e africana. Portugal está inserido na placa euro-asiática.



Também nos explicou que as placas podem ter três tipos de movimentos diferentes:

1 - Separação - em que as placas afastam-se e abrem-se (formando uma fenda e podendo originar um vulcão);

2 - Choque - quando uma placa vai de encontro à outra e uma das duas vai para debaixo da outra;

3 - Deslizamento lateral - quando as placas se tocam e deslizam em sentido contrário.


Quando as placas chocam o que acontece? Formam-se montanhas. Para ilustrar esta situação explicou-nos que podemos fazer uma experiência e colocar plasticina em várias camadas, que depois vamos comprimir lateralmente. Se estivermos a observar, ela vai-se enrugando e formando elevações, o mesmo se passa com a formação de montanhas.


As placas tectónicas movem-se a uma velocidade equivalente ao crescimento das nossas unhas, mas às vezes, ficam presas no seu movimento e quando se soltam provocam um sismo.

A partir de uma imagem em que se identificavam as zonas com maior predominância de ocorrência de sismos, os alunos conseguiram compreender que essas marcações se encontravam na zona onde as falhas tectónicas se situam.


Durante esta palestra, o investigador João Duarte mostrou imagens das consequências de sismos em edifícios, estradas, .... Falou ainda sobre o que acontece quando ocorrem sismos junto ao mar - Tsunamis e sobre o que fazer no caso de um sismo ou tsunami.

Os pequenos cientistas ficaram a perceber que um sismo, por si só, pode não ser perigoso, as consequências destes fenómenos é que podem agravar muito a situação, nomeadamente, a possibilidade de derrocada de edifícios que tenham estruturas mal construídas ou não preparadas para este tipo de ocorrências e a abertura de fendas no solo.

Quando ocorre um sismo, se estivermos em campo aberto, os riscos são diferentes e em menor grau. No entanto, se nos encontrarmos no interior de um edifício há 3 procedimentos a lembrar: baixar, proteger e esperar. Geralmente um sismo pode durar no máximo até 3 minutos e podem ocorrer réplicas durante várias horas.


No caso de um tsunami a primeira coisa a fazer é sair da zona costeira e ir para zonas altas. Se estivermos junto ao mar e se sentirmos um sismo, é possível perceber se vai haver um tsunami observando o comportamento do mar.
Quando ocorreu um sismo seguido de um tsunami na ilha de Sumatra, uma menina de 8 anos que tinha aprendido que se o mar recuasse muito significava que ia haver um tsunami, avisou todas as pessoas na praia onde estava para se dirigirem para uma zona alta, salvando muitas vidas.

Em 1755, em Lisboa, também houve um sismo seguido de um tsunami que destruiu grande parte da cidade. João Duarte mostrou aos alunos um vídeo que simulava e modelava esse mesmo sismo.



No final da sessão falou mais especificamente no seu trabalho em geologia marinha. Parte do seu trabalho consiste em estudar o fundo do mar. Para isso tem fazer viagens em grandes barcos que utilizam instrumentos como sonares para fazer o mapeamento do fundo do mar.

No final da palestra, depois das habituais questões, os alunos tiveram ainda a oportunidade de conhecer o Instituto Dom Luiz, outros investigadores e realizar algumas experiências.

Com a investigadora Inês Rio visitaram o museu da sismologia e observaram alguns instrumentos que permitem estudar os tremores de Terra. Os sismógrafos registam o movimento das placas, representando-o por ondas. Os alunos conseguiram inclusive simular um tremor de terra saltando, tendo ficado registado no sismógrafo.


Também perceberam como ocorrem os tsunamis e puderam mesmo testar a sua eficácia para desencadear um tsunami numa maquete.


As ondas da praia são superficiais e provocadas pelo vento. As do tsunami são provocadas por sismos e movem toda uma coluna de água. As ondas de tsunami junto à costa são maiores do que no mar alto. E se estivessem num barco como faziam? Deviam ir para o mar alto porque as ondas aí são mais dissimuladas.

Para grande alegria dos participantes, puderam ainda experimentar um simulador de sismos e pôr em prática os ensinamentos transmitidos...


Numa outra sala e com o geólogo Pedro Costa, os pequenos cientistas, com a ajuda de uma lupa, observaram vários tipos de rochas e aprenderam mais sobre a sua origem e formação. Entenderam que há diferentes tipos de areias e perceberam a origem e razão das mesmas. Por exemplo, na serra da estrela há muitos granitos que ao longo dos anos, com o efeito da chuva, do vento e da erosão, vão sendo desfeitos. Essas areias são transportadas para os rios e daí seguem até às zonas costeiras.

Nos Açores há rochas vulcânicas e por essa razão as areias são mais escuras, no Algarve há arenitos e as areias são mais finas e claras.




Escola Ciência Viva - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
EB Jorge Barradas e EB Arco-Íris
20 de janeiro de 2017






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