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Viagem ao Ártico e à Antártida
Encontro com o geoquímico João Canário

O estudo das alterações climáticas levou-nos esta semana ao Ártico e à Antártica ou quase. Foi no Instituto Superior Técnico que João Canário, o nosso cientista, nos mostrou o seu trabalho e nos alertou para a importância de se estudarem as regiões polares.

Começou por nos explicar a localização, dimensão e características (ártico – mar rodeado por terra; Antártida – terra rodeada de mar; e as diferenças que existem em relação ao clima) dos 2 polos existentes no nosso planeta. Nos polos existem diferenças: no Ártico vivem esquimós e na Antártida não vivem pessoas, só cientistas vindos de todo o mundo que estudam o local e que passam alguns meses. Outra informação interessante é que o polo norte é um ponto no Ártico, sendo esta uma região formada por gelo e rodeada por terra. Já a Antártida é um continente rodeado por água e com temperaturas inferiores ao norte.




Ficámos a saber que os ursos (o maior predador do ártico), a morsa, o narval e a beluga só existem no ártico e os pinguins, o leão-marinho, o krill, o albatroz, a sequa e a foca-leopardo (maior predador - come pinguins) na Antártida. Outro facto curioso é que as baleias de bossas no verão vivem na Antártida e no inverno viajam para o Ártico, fazendo o planeta de sul a norte e de norte a sul!




Explicou a importância de se estudarem as regiões polares, pois é nestas que conseguimos observar algumas das consequências das alterações climáticas, nas alterações dos icebergues. Isto porque ao derreterem fazem com que o nível da água suba o que a curto prazo podemos ter muitas cidades e zonas junto à costa inundadas. Ilustrou com uma experiência que podíamos fazer em casa: num copo com água marcamos o nível com um marcador e em seguida colocávamos gelo, algum tempo depois observamos o nível. Também as explorações que os homens fazem nestes locais, tal como extração de petróleo e excursões, perturba os animais que lá vivem, destrói e polui os habitats e paisagens naturais.
Contou a sua aventura até chegar à Antártida, com muitas horas de viagem e muitas paragens de Lisboa até à Antártida com fotografias a ilustrar tanto a viagem como o dia-a-dia do seu trabalho. A viagem para o Ártico é mais simples e rápida pois estamos, de Lisboa, mais perto. Kuujjuarapik (nome esquimó) é o local onde fica.




Mostrou-nos imagens das diferentes paisagens de verão e de inverno e ficámos a saber que de inverno deslocam-se de mota de neve e de verão de helicóptero pois não existem estradas. Mas também a indumentária é diferente, pois no inverno estão temperaturas negativas e usam fatos de neve e no verão têm de se proteger de insetos que mordem usando roupa a tapar todo o corpo e uma rede a tapar a cabeça e a cara.

A nossa exploração acabou com a contemplação das auroras boreais e uma mensagem de João Canário: “Tenho a sorte de fazer aquilo que gosto. Espero que todos vocês também tenham essa sorte!”

Escola Ciência Viva - Instituto Superior Técnico
EB n.º 195 e EB n.º 36
14 de outubro de 2016




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