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Charcos com vida
Encontro com o biólogo Jael Palhas

Jael Palhas, ecólogo, apresentou um dos projetos onde está envolvido – Charcos com vida, que tem como objetivos o desenvolvimento de atividades de exploração científica e pedagógica, a observação da biodiversidade e contribuir para a sensibilização sobre a importância destes habitats e da sua conservação.




Para distinguir um lago de um charco, esclareceu-nos que mais importante que a dimensão é a profundidade, dado que se for muito profundo a luz não atinge o fundo, não permitindo a existência de plantas, uma das condições para ser considerado charco.

Ficamos a saber que existem muitos tipos de charcos, os temporários, que secam no verão e os permanentes, e que uns podem ser naturais e outros artificiais, como resultado das atividades humanas.

A importância dos charcos e as suas funções foi amplamente explorada em particular a biodiversidade que alberga, permitindo controlar algumas das pragas que se alimentam das hortas e por serem uma reserva de água doce.




Mas ficámos a saber que os charcos enfrentam alguns problemas e ameaças, tais como: a introdução de espécies de animais e plantas exóticas, como o lagostim-vermelho-da-Louisiana, a tartaruga-da-Flórida e jacinto-de-água. Uma outra prática, infelizmente comum, é a introdução de peixes nos charcos que se alimentam de quase todos os animais que habitam os charcos, nomeadamente dos ovos dos sapos. Deste modo devem ser protegidos dado que os charcos são massas de água de pequena dimensão e volume reduzido sendo ecossistemas frágeis e instáveis devemos protegê-los.




Jael Palhas também desvendou a diferença entre os sapos, as rãs e as relas, sendo que todos pertencem à família dos anfíbios por terem pele nua. Assim, os sapos apresentam uma pele rugosa, tímpano imperceptível, patas posteriores pouco desenvolvidas e hábitos mais terrestres; as rãs pelo contrário têm hábitos mais aquáticos, a pele lisa, tímpano visível e as patas posteriores muito desenvolvidas; e as relas diferenciam-se através de discos aderentes nas pontas dos dedos assim como possuírem tímpanos bem visíveis e hábitos arbóreos.


10 tipos de serpentes em Portugal: 2 víboras (víbora cornuda, Gerês, em vias de extinção) e 8 cobras

Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB B.º de S. Miguel e EB S. João de Deus
11 de novembro de 2016




Para saber mais

Charcos com vida:



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