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O mar não tem só peixes!
Encontro com a equipa de investigação do IPMA

Os alunos da Escola Ciência Viva foram ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Algés para ficarem a saber a ciência que é feita em dois dos seus laboratórios de investigação: laboratório de amostragem biológica e laboratório de oceanografia química.




No laboratório de amostragem biológica, e com a ajuda das investigadoras Teresa, Catarina, Corina e Inês puderam ver, mexer, medir e abrir algumas das espécies representadas.

Entre os peixes estudados, observaram sardas, apara-lápis, minissaias, carapaus, peixes-pau, cantarilhos, raias, peixes-aranha, raias, azevias, entre outros e ficaram a saber algumas curiosidades sobre alguns.

O peixe-aranha, por exemplo, na barbatana da frente tem 2 espigões com veneno. Quando se sente ameaçado, se for pisado, levanta os espigões que acabam por picar quem o pisou. A dor que se sente resulta do veneno injetado pelos espigões.

As sardas são muito parecidas às cavalas, mas nas sardas observamos riscas enquanto que nas cavalas temos pintas.

Para determinar o género da maioria dos peixes é necessário abrir e observar uma estrutura que se chama gónada. Nos machos as gónadas são esbranquiçadas, enquanto que nas fêmeas são rosadas. Nos peixes como a raia e os tubarões (peixes cartilagíneos), se observarmos uma estrutura externa localizada na parte interna das nadadeiras pélvicas (clásperes) estamos na presença de um macho, se não tiver esta estrutura, então, temos uma fêmea.


Em grupos os alunos identificaram os peixes, observaram a sua morfologia, reconheceram as diferentes tipos de barbatanas (dorsal, caudal, peitoral pélvica) e usando um ictiómetro (régua para peixes) mediram-nos.


Estudos como estes são importantes para se analisar a saúde das populações de peixes e determinar se é possível ou não continuar a fazer capturas.

No laboratório de oceanografia química, os investigadores Marta, Cidália, Carlos e Mário explicaram que tipos de estudos se fazem neste laboratório e os cuidados a ter quando se trabalha num laboratório.


Fizeram experiências sobre duas propriedade da água: o pH e a salinidade.




A escala do pH vai de 0-14 e mede se as soluções são ácidas (pH abaixo de 7), básicas (pH acima de 7) ou neutras (pH=7). Para estas experiências utilizou-se um indicador de couve roxa, que utiliza a cor para determinar o pH. O pH da água da torneira é neutro, como exemplo de uma solução básica temos a água do mar (pH=8) e de uma solução ácida temos o vinagre (pH=3) ou o sumo de limão.


Depois de terem determinado o pH de algumas soluções, juntaram um pouco de vinagre (ácido fraco) à água da torneira. Com isto queriam alertar para um dos problemas que está a acontecer nos oceanos, a acidificação da água do mar resultante da poluição e da emissão de gases que provocam o efeito de estufa (como o dióxido de carbono). A alteração do pH da água do mar está a ter um impacto muito negativo no meio aquático, com consequências no desaparecimento dos corais e influenciando a reprodução dos peixes (diminuindo a quantidade de ovos ou a sua capacidade de desenvolvimento).


Para medir a salinidade da água utilizaram um medidor de condutividade que permite medir a salinidade. Aprenderam que por cada litro de água do mar existem cerca de 36 g de sal. A água do rio tem 0 g de sal e a água dos estuários tem uma salinidade intermédia entre a água do mar e a do rio dizendo-se que é água salobra.


Para observar o que acontece quando misturamos água doce com água salgada, os alunos misturaram as duas, tendo corado apenas uma delas. Esta situação acontece na natureza, quando o rio chega ao mar... a água doce mistura-se com a água salgada. No inverno, como há mais água a chegar do rio, há uma separação entre a água doce e água salgada (sendo a água doce menos densa que a água salgada fica por cima). Esta situação foi conseguida experimentalmente onde se observou uma separação entre a água corada da não corada. No verão como há menos água doce a chegar do rio há uma mistura das duas água não se observando esta separação.


No final da sessão os alunos ficaram a perceber que o mar não são só peixes!


Escola Ciência Viva – Instituto Português do Mar e da Atmosfera
EB B.º do Armador e EB Pintor Almada Negreiros
5 de Maio de 2017


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