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Investigação Ambiental
Encontro com o engenheiro ambiental Hugo Tente

Hugo Tente, engenheiro ambiental, iniciou a sessão provocando a plateia com uma questão:O que é um investigador?

Chegámos à conclusão que é alguém que está inquieto, que quer descobrir algo e pode ser qualquer um, de qualquer idade desde que tenha um objeto de estudo que não seja conhecido, qualquer coisa de estranho que o chame à atenção. Assim, um investigador pesquisa o desconhecido, o que ainda não se conhece.


A investigação em ambiente estuda o modo mais eficaz de reciclar a água, a gestão de resíduos, do solo e das florestas, da biodiversidade e da qualidade do ar.




Para exemplificar estas situações, mostrou-nos a fábrica de tratamentos de águas residuais no Vale de Alcântara, em Lisboa, em que o teto está coberto por um jardim.




Explicou-nos que quando falamos em ambiente também podemos falar em resíduos que conseguimos voltar a utilizar, ou seja, a reciclagem. Para nossa surpresa, contou-nos que uma garrafa de vidro, desde que não se partisse, poderia ser utilizada durante toda a nossa vida!

Neste campo de investigação, a gestão do solo e das florestas também é objeto de estudo, quer para a alimentação das pessoas, quer para o fornecimento de matérias-primas, como a madeira e a cortiça (esta, um recurso renovável). Esclareceu que, mesmo nas cidades, podemos encontrar biodiversidade - as diferentes espécies biológicas existentes, seja em hortas, jardins ou qualquer outro espaço público, sendo esta outra área estudada em ambiente.

A este propósito explicou-nos que o ar é composto por cerca de 78% de azoto, 21% de oxigénio e 1% de outros gases. E é neste 1% que se encontram, entre outros, os poluentes que nos são tão nocivos, sendo que a maioria não se vê nem se sente. Estes gases resultam de muitas atividades poluentes como indústrias, transportes, agricultura e no consumo de energia. Mas nem todos são produzidos pelo Homem, como por exemplo, as partículas que vêm do deserto do Saara ou os gases expelidos pelos vulcões.



E afinal, porque é má a poluição do ar? Porque há consequências na vida dos seres vivos. Por exemplo, para as plantas a poluição provoca a queda na produção de frutos, de folhas. E como se estuda a qualidade do ar? Através de aparelhos que medem a sua qualidade – os sensores, que estão em estações de monitorização, como nos Olivais, na Av. da Liberdade ou em Cascais e que registam esses valores, de modo a serem interpretados e trabalhados por profissionais. Para tornar a informação acessível e compreensível a todos, as medições da poluição do ar são apresentadas através de índices com cores.


Alertou-nos para alguns problemas da poluição do ar, tais como as chuvas ácidas, que destroem as plantas e corroem os edifícios, ou a destruição da camada de ozono, explicando-nos que o ozono é muito importante e necessário na atmosfera, mas que perto de nós é nocivo para o nosso ar.

Neste sentido, referiu o aumento da temperatura do ar que tem sido registado na última década que, apesar de pequeno, tem provocado a ocorrência de ondas de calor e períodos de chuvas intensas, com consequências nefastas para a agricultura. A previsão é que se registe uma subida mais acentuada, o que pode resultar em fenómenos imprevisíveis e desencadear danos irreversíveis nos ecossistemas.

No centro destas mudanças temos os gases nocivos e poluentes que são consequência direta do uso e queima de combustíveis fósseis e a destruição de florestas, entre outros. Então como proceder para reduzir a poluição do ar? Devemos:

    (1) utilizar tecnologia mais amiga do ambiente, como os carros a hidrogénio;
    (2) alterar alguns hábitos do dia a dia, como andar a pé, de bicicleta ou de transportes públicos, apagar as luzes que não são precisas, não abrir o frigorífico com frequência, nem deixar muito tempo a porta aberta e escolher eletrodomésticos com classe energética A, no mínimo;
    (3) viver e valorizar o ambiente;
    (4) investigar e conhecer todos os dias.



No fim Hugo Tente surpreendeu-nos com um jogo, uma versão adaptada do Big Picture, onde tivemos oportunidade de testar os nossos conhecimentos.




Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Pedro de Santarém e EB Frei Luís de Sousa
25 de novembro de 2016


Para saber mais

Base de dados online sobre a qualidade do ar :



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