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A internet das coisas!
Encontro com físico Horácio Fernandes

O “Encontro com o Cientista” desta semana levou-nos ao Instituto Superior Técnico onde nos esperava o físico Horácio Fernandes.

A internet das coisas – IoT (internet of things) foi o tema da palestra preparada pelo investigador. Partilhou o seu trabalho e explicou-nos um pouco em que consiste a internet e como é transmitida a informação entre dispositivos.




Para além da enciclopédia hoje também podemos usar a internet para pesquisar. A IoT procura colocar na rede todas as coisas que utilizamos de forma a poder reprogramá-las e comandá-las à distância, como por exemplo, os electrodomésticos.

Primeiro explicou o que é isso da rede. Para acedermos à internet através de um dispositivo (computador, telemóvel, etc.) precisamos de uma ligação. Essa ligação de transmissão da informação pode ser aérea, em que a antena de um dispositivo transmite ondas eletromagnéticas para outra antena, ou por cabo que serve de suporte físico a essa transmissão.

Para que os alunos compreendem-se melhor do que se estava a falar o investigador socorreu-se do som, explicando que o som tem uma velocidade e por isso, os da fila da frente ouvem primeiro que os de trás. Do mesmo modo a luz também tem velocidade mas é mais rápida que a do som. É por essa razão que as comunicações hoje em dia utilizam fibra que é mais veloz para transportar a mensagem.

A informação para ser transportada tem de ser codificada. E para isso propôs uma demonstração com os alunos para entenderem o conceito de transmissão. Assim, fizemos uma corrente com as mãos em que o investigador, no seu início, enviava um sinal apertando a mão ao primeiro aluno. Cronometrou o tempo que levava a chegar ao último registando 52 segundos, o que na sua opinião foi muito moroso. Repetimos a experiência com o objetivo de fazer menos de 30 e conseguimos. Segundo referiu, isto é o princípio da comunicação.




Numa outra experiência a comunicação foi codificada em um pulso ou dois pulsos, sendo depois descodificada no final por um recetor. Também explicou que, por ter enviado dois sinais e depois mais um ao primeiro da corrente, e por apenas terem chegado ao último dois sinais, ocorreu perda de informação ou seja, existiu ruído na comunicação. Quando isto acontece na realidade é um problema. Para que isso não aconteça, quando se fazem estas redes, os engenheiros de comunicação têm de garantir que não há perda de informação.

Concluindo, quando tivermos a internet das coisas a funcionar é necessário haver um meio para propagar a informação, ter dispositivos com um receptor ligado às coisas ou seja, uma rede em que os vários aparelhos estão ligados. O IoT possibilitará controlar diversos equipamentos remotamente permitindo melhorar o dia a dia, como ligar, através do telemóvel, o aquecimento da casa.

No final da sessão, fomos convidados a visitar o e-lab, um laboratório onde decorrem diversas experiências que estão ligadas à internet, o que permite fazer o seu controlo remoto.





Escola Ciência Viva - Instituto Superior Técnico (IST)
EB Teixeira de Pascoais e EB Paulino Montez
13 de janeiro de 2017


Para saber mais

e-Lab:



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