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Conhecer o Observatório Astronómico de Lisboa
Encontro com o astrófico Fernando Buitrago

Na Semana Mundial do Espaço, o encontro com o cientista levou as turmas da Escola Ciência Viva ao Observatório Astronómico de Lisboa. No edifício central esperava-nos Fernando Buitrago o cientista que nos deu as boas vindas. Com Suzana Ferreira fizemos uma visita guiada ao edifício principal em que nos revelou muitos factos e curiosidades da história do observatório.




Contou-nos que o edifício se baseou no traçado do Observatório Russo de Pulkova e foi construído naquela zona por ser, nos meados do século XIX, afastado do centro urbano não sofrendo as consequências da luminosidade nas observações do céu noturno.




No edifício central entrámos para uma grande sala circular cuja abóbada descarrega o peso do grande telescópio equatorial móvel com rotação de 360º, que se encontra por cima na cúpula principal. Entre as colunas de sustentação observámos muitos pêndulos e um telefone que estava ligado aos correios e ao Cais do Sodré, de modo a fornecer a hora para as comunicações e embarcações. Ainda nesta sala observámos dois globos: um terrestre com os meridianos e um outro, celeste com as constelações.




Numa das três salas de observação astronómica, a oeste, mostrou, com a ajuda de um aluno, como se abre uma porta que permite a observação do céu através do telescópio, segundo o Meridiano de Lisboa, desde o norte até ao sul. Naquele tempo os astrónomos precisavam ser excelentes matemáticos assim como ter um tempo de reação rápido e constante devido ao rigor que era necessário para registar as observações. Da mesma forma, também os instrumentos utilizados tinham de ser muito rigorosos e bem calibrados para obter as coordenadas corretas. Outra curiosidade é que aquela zona, Belém e a Tapada da Ajuda, é de rocha basáltica, mais resistente aos tremores de terra e, por este motivo, os instrumentos estão assentes na rocha.



Em 1970, o observatório deixou de funcionar devido ao aumento da malha urbana que prejudicava as observações devido à luminosidade. Após esta visita guiada fomos recebidos por Fernando Buitrago e Sandra Reis, astrónomos, que nos esperavam numa das salas do antigo edifício (edifício leste) que albergava os astrónomos e, que nos nossos dias, convertido em gabinetes para os vários departamentos. Buitrago iniciou a sua palestra referindo que os astrónomos trabalham em equipa e que ele, em particular, trabalha com diversas nacionalidades como Reino Unido, Itália e Uganda de modo a tirar partido da observação de diferentes telescópios, enriquecendo o conhecimento sobre o universo.



Ilustrou através de uma imagem de um jogo de computador conhecido que tudo o que estamos a aprender na escola é interessante e todo o conhecimento e aprendizagens realizadas são importantes e podem ser úteis no futuro. Sublinhou, através de imagens de diferentes personalidades como: Brian May, Stephen Hawking e Anne Archibald, que independentemente da nacionalidade ou do género qualquer pessoa, é capaz de se tornar cientista.

Seguidamente apresentou imagens das dimensões dos planetas do sistema solar comparando-os uns com os outros e com a nossa estrela – o Sol. Para nos ajudarem a visualizar a posição (órbitas) e dimensão dos planetas do nosso sistema solar utilizaram uma imagem da baixa de Lisboa, em que o Sol, com um metro de diâmetro, estaria no centro da Praça do Comércio. Assim, Mercúrio seria do tamanho de um grão de pimenta, a Terra um berlinde de um centímetro e estaria para além da Praça do Comércio e a órbita de Júpiter estaria no Cais do Sodré, sendo que este planeta teria o tamanho de uma bola de ténis.

No final ainda nos responderam às nossas dúvidas e questões e explicaram-nos a composição das estrelas, os buracos negros, a existência de vida noutros planetas, a razão para o espaço ser escuro e, como é nosso hábito a razão para se terem tornado cientistas. Terminámos com uma selfie da Curiosity, nome dado à sonda que se encontra em Marte, resumindo o que é necessário para ser um cientista – quererem saber mais, ter curiosidade.


Escola Ciência Viva - Observatório Astronómico de Lisboa
EB Adriano Correia de Oliveira e EB n.º 72
7 de outubro de 2016




Para saber mais

Página do Observatório Astronómico de Lisboa:



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