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O nosso cérebro!
Encontro com a neurocientista Ana Sebastião

Nesta sessão, Ana Sebastião, neurocientista, deu início à sua apresentação questionando a plateia sobre o que é um cientista. Projetou algumas imagens de desenhos e caricaturas de cientistas que aparecem nas histórias e uma sua. A partir das várias ideias concluímos que um cientista é alguém cuidadoso e concentrado.


Continuámos a exploração com a afirmação: Todos os animais têm cérebro. E será que têm? Descobrimos que mesmo os pequenos animais e os mais simples têm algo que desempenha algumas das funções do cérebro, ou seja, embora não seja desenvolvido reage a estímulos, como ter de fugir de um predador.




O nosso cérebro é muito importante e está muito protegido... Mas quando fazemos algumas atividades mais perigosas ou passíveis de acontecerem acidentes devemos proteger a nossa cabeça com um capacete seja para andar de bicicleta, patins ou escalar. Para conseguirmos materializar esta mensagem a Ana Sebastião fez-nos uma experiência: duas caixas com tampa, uma com água e outra sem, tendo colocado um ovo em cada uma. Tapou ambas e solicitou a ajuda de dois alunos a quem pediu que as agitasse. Quando destaparam, na caixa sem água o ovo estava partido e na que tinha água o ovo permaneceu inteiro, ou seja, a água que fazia de capacete demonstrou ser útil na proteção do cérebro, o ovo.




E para que serve o nosso cérebro? Serve para mantermos as funções vitais e executar tarefas mais ou menos complexas, como andar, correr, jogar à bola, pensar... e, para o demonstrar, apresentou-nos uma tarefa que inicialmente parecia simples e que se veio a revelar bastante complicada. A tarefa consistia em nomear de forma rápida a cor da tinta em que estavam escritas diversas palavras, de uma série de nomes de cores, como verde e azul, mas que estavam escritas com tinta de cores diferentes (por exemplo: a palavra preto estava escrita em amarelo e a palavra amarelo estava escrita em azul). A investigadora explicou-nos que para quem já sabe ler torna-se um desafio abstrairmo-nos da leitura imediata da palavra escrita, contudo esta é uma tarefa simples para quem já sabe o nome das cores mas que ainda não aprendeu a ler.




A conversa prosseguiu para a arrumação do cérebro, explicando-nos que cada função de que precisamos tem um espaço próprio, tal como nas nossas casas temos os livros numa estante e não na gaveta das meias. Assim, o local do raciocínio está separado do da visão, tal como o da audição e do processamento da informação sensorial.




Mas fomos mais longe ou melhor, mais dentro e“espreitámos”o interior do cérebro humano. Vimos neurónios, células muito pequenas que funcionam por si só e que apesar de terem diferentes formas, todos eles têm a mesma função: comunicar uns com os outros de modo a que o nosso cérebro funcione.

E com“lentes”cada vez mais poderosas“observámos”que no nosso cérebro existem 100 000 000 000 de neurónios, as células mais importantes do cérebro. E, ainda não nos tínhamos refeito do espanto, quando a Ana Sebastião nos disse que os neurónios de uma só pessoa, em fila indiana, chegariam de Lisboa até à cidade de Barcelona.




Contudo, o segredo do funcionamento do cérebro está na comunicação entre os neurónios. Para nos explicar estas ligações, a investigadora distribuiu uma mão cheia de massas a cada menino que estava na ponta de cada fila e pediu para as fazermos passar ao colega do lado até chegar ao último. O que aconteceu? Algumas massas, ao passar de mão em mão, foram caindo no chão e umas filas foram mais rápidas do que outras. Esclareceu-nos que também assim acontecia com os nossos neurónios, pois nem todos temos o mesmo tempo de reacção. Por outro lado, à medida que envelhecemos os neurónios deixam de conseguir comunicar muito bem uns com os outros, não conseguindo passar toda a informação. Por exemplo, é normal as pessoas mais velhas terem algumas falhas de memória ou fazerem confusões.




No final do encontro ainda tivemos a oportunidade de observar alguns cérebros de animais como o do rato e do cordeiro que a Ana Sebastião utiliza no seu trabalho de investigação.




Terminou a sessão incentivando-nos a fazer exercício físico e mental, uma boa alimentação e um bom descanso para nos mantermos saudáveis.


Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Manuel Teixeira Gomes e EB Arq.º Gonçalo Ribeiro Telles
2 de dezembro de 2016






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