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O geólogo estuda o quê?
Encontro com o geólogo Álvaro Pinto

O “Encontro com o Cientista” foi com o geólogo Álvaro Pinto, diretor do Centro de Ciência Viva do Lousal.




Começou por explicar aos alunos que um geólogo estuda o planeta Terra e utiliza diferentes tipos de ferramentas: martelos, lupas, mapas e bússolas, para o seu trabalho.

O trabalho de um geólogo implica visitas ao campo para recolha de materiais (trabalho de campo), que depois são estudados no laboratório (trabalho de laboratório) e, por fim, é feita a análise dos dados recolhidos, com a ajuda de um computador (trabalho de escritório).


Há geólogos que estudam fósseis (restos ou vestígios preservados de animais, plantas ou outros seres vivos em rochas, como moldes do corpo ou partes deste, rastros e pegadas), que podem ser: conchas, ossos e até pegadas de animais que viveram há muitos anos, claro está, também dinossáurios.

Os geólogos também fazem mapas e, para isso, têm de ir para o campo identificar as rochas e localizá-las. O mapa é pintado com diferentes cores de acordo com o tipo de rochas e sua distribuição.
É importante fazer este tipo de mapas para se perceber quais são os melhores locais para a construção de casas e de outro tipo de infraestruturas.

O geólogo também revela a história do planeta Terra. Através da análise das rochas é possível identificar, por exemplo, a partir de que momento as plantas começaram a produzir oxigénio. O interior do planeta Terra também é constituído por camadas e, para melhor perceberem esta realidade, viram o seguinte vídeo:



De igual modo, um geólogo estuda rochas e os minerais e para os procurar constrói minas. Minerais como a fluorite podem ser explorados para retirar o flúor, o quartzo para fazer vidro, o cobre para fazer os cabos elétricos. O ouro pode, por exemplo, ser aplicado nos capacetes de astronautas servindo para fazer uma camada protetora de raios cósmicos.

Os pequenos cientistas ficaram a saber que um geólogo também pode estudar vulcões... Neste caso, parte do trabalho implica recolher e analisar a lava. A lava torna-se perigosa por causa da temperatura, 1000º Celsius, mas também pelos gases libertados, como enxofre e dióxido de carbono, que nas quantidades libertadas são muito perigosos para o Homem). Por esta razão os investigadores têm de usar equipamento de proteção adequado. Por outro lado, para conseguirem chegar mais perto dos vulcões, sem correrem riscos, recorrem cada vez mais a aparelhos como os drones.



Os geólogos também estudam o fundo do mar, e o investigador convidado já trabalhou no navio JOIDES Resolution que é um autêntico laboratório flutuante onde existe todo o tipo de equipamentos para investigar o fundo do mar. Para que percebessem como se estuda o fundo do mar viram um vídeo sobre uma expedição que decorreu nos açores num local que se chama “LuckyStrike”.
Resumindo, segundo o investigador “ser geólogo é fixe”, pois pode estudar-se uma grande variedade de coisas!

No final da apresentação os alunos tiveram a oportunidade de observar material geológico que o investigador trouxe: diferentes tipos de rochas, minerais, fósseis de amonites e até algum equipamento que os geólogos usam (martelos, mapas, bússolas, lupas) para analisar e recolher o seu material de estudo.





Observaram algumas rochas com propriedades magnéticas e outras que, quando iluminadas com luz ultravioleta emitiam, temporariamente, luz visível de diferentes cores. Esta emissão de luz é conhecida como fluorescência.


Como recordação da sessão, o investigador ofereceu aos alunos um pedaço de calcite, partida no momento, para perceberem que este mineral tem uma clivagem perfeita, ou seja, quando se parte obtemos formas regulares - romboedro, não estilhaça.



Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Arco-Íris e EB Prof. Oliveira Marques
28 de Abril de 2017


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