banner
O mundo das borboletas
Encontro com a engenheira florestal Adriana Galveias

Engenheira florestal e especialista em borboletas, Adriana Galveias, foi, esta semana, a nossa cientista convidada. Começou por explicar que no curso de engenheira florestal teve uma disciplina que se chamava Etimologia – ciência que estuda os insectos – que achou muito interessante.
Relembrou como se distinguem, através das suas peculiares características, os insetos de outros animais, que normalmente têm 2 pares de asas, 3 pares de patas e o corpo dividido em 3 partes (cabeça, tórax e abdómen).




O pavão nocturno foi a borboleta eleita, pela nossa cientista, para conhecermos melhor e explicou-nos as diferentes fases por que passa – ciclo de vida – 4 fases (ovo, lagarta, casulo ou crisálida, adulto).

Uma particularidade do pavão nocturno é que tem um padrão nas asas que parecem uns olhos (ocelos) que lhe permite, ao abrir e fechar depressa as asas, parecerem maiores do que realmente são de modo a se protegerem dos predadores.




A anatomia das borboletas também foi explorada e descobrimos que as suas asas são feitas de pequenas escamas muito juntas e enquanto são lagartas têm mais 4 pares de patas falsas que funcionam como ventosas.

Mas serão as borboletas todas iguais? Ficámos a saber que existem borboletas diurnas e nocturnas e que podemos distinguir os machos das fêmeas pois, à semelhança dos pássaros, os machos são mais coloridos e têm antenas maiores. Por outro lado, as borboletas noturnas fecham as asas em forma de telhado e para baixo e as antenas podem apresentar diferentes formas e as diurnas fecham as asas para cima.

Também ficámos a saber que nos tempos dos dinossauros já existiam borboletas mas só as noturnas, as diurnas só apareceram mais tarde com a chegada das flores pois alimentam-se do seu néctar.
Mostrou-nos algumas espécies diferentes de borboletas: a monarca, aurinha, almirante vermelho, cauda de andorinha.




Acham que as cores das crisálidas são as cores das borboletas? Não, normalmente as cores das crisálidas são castanhas ou verdes de maneira a conseguirem passar despercebidas dos perdedores, utilizando a camuflagem para se protegerem.

Falou-nos do borboletário onde trabalhou, no Jardim Botânico de Lisboa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, da sua organização e das dificuldades com que se depara no dia a dia.

Num borboletário podemos observar todas as fases por que passam as borboletas desde a colocação dos ovos até ao acasalamento. Mas um espaço como este requer uma manutenção cuidadosa e frequente quer na limpeza dos espaços quer na alimentação das lagartas e borboletas. Por vezes passam por algumas dificuldades extra quando aparece algum predador como um sapo ou moscas.

As saídas de campo a par com a educação ambiental, a investigação e a colecção de insetos também são uma parte importante dos serviços deste borboletário.

No final esperava-nos algumas surpresas e tivemos a oportunidade de observar algumas borboletas nas suas diferentes etapas na lupa binocular e com a lupa de mão e observar algumas lagartas a alimentarem-se de uma planta.



Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Actor Vale e EB José Salvado Sampaio
28 de outubro de 2016




Voltar