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Exploração espacial do Sistema Solar
Encontro com astrofísico Pedro Mota Machado

Pedro Machado do Instituto de Astrofísica e Ciência do Espaço – IA foi o investigador convidado para o Encontro com o Cientista que se realizou no Planetário Calouste Gulbenkian.




O investigador é especialista no estudo das atmosferas dos planetas e também das atmosferas de alguns satélites como Titã (Júpiter).

Explicou-nos que através de cálculos matemáticos foi possível perceber que existem planetas à volta de estrelas que não o Sol... mas, estão tão longe que não os conseguimos ver.

Investigadores e instituições portuguesas estão a participar numa missão para construir um telescópio que permita ver esses planetas e as suas atmosferas, nomeadamente, no Chile em que estão a construir um telescópio muito potente - Extremely large telescope....

Também referiu que estão a construir um telescópios espacial, James Webb – space telescope e assim esperam poder conseguir estudar esses planetas longínquos.

A exploração espacial continuou com a observação de imagens sobre a formação do sistema solar e a sua constituição. O investigador deixou os alunos surpresos com a informação de que todos somos feitos de pó de estrelas, ou seja, todos os átomos existentes resultam da formação de estrelas.


O sistema solar é constituído por 8 planetas mas nem sempre se pensou assim. Plutão foi durante muitos anos considerado planeta principal, mas com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia percebeu-se que havia algumas diferenças em Plutão.

Quando se forma uma estrela os planetas formam-se também ao mesmo tempo...e isso, sabe-se agora, não aconteceu com Plutão. Há semelhança de Plutão, há centenas de outros corpos que estão para além de Neptuno, esses corpos estão em planos diferentes dos planetas. Para além disso Plutão não tem uma órbita desimpedida, ou seja, cruza com as órbitas de outros corpos. Tudo isto foram razões para “despromover” Plutão e considerá-lo um planeta anão.

Prosseguiu a sessão falando das diferentes missões espaciais começando pela chegada do Homem à lua em 1969, passando pela missão Vénus Express (que permitiu ficar a saber mais sobre este planeta) e terminou com as muitas missões que estão a decorrer em Marte.

Depois de responder a algumas perguntas os alunos despediram-se do investigador e tiveram oportunidade de assistir a uma sessão do planetário.







Escola Ciência Viva - Planetário Calouste Gulbenkian
EB Teixeira de Pascoais e EB Pedro de Santarém
4 de dezembro de 2015






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