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Quando uma pedra passa a ser rocha
Encontro com o geólogo Mário Cachão

Investigador no Instituto D. Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Mário Cachão explicou aos alunos que um geólogo estuda o planeta Terra, as rochas, os fósseis e que até há geólogos a estudar outros planetas.






Mostrou uma pedra maior e outra mais pequena e perguntou se seriam rochas ou pedras e o que as distingue.

Para os alunos a diferença entre uma rocha e uma pedra é o tamanho... sendo a pedra mais pequena.

Com esta pergunta Mário Cachão queria clarificar que uma pedra e rocha são a mesma coisa, no entanto uma pedra passa a chamar-se rocha quando sabemos o que ela é, como se formou e há quanto tempo se formou...

As rochas são memórias do planeta... São recordações do passado e para ilustrar esta ideia pediu aos alunos para fazer um desenho de uma memória, que podia ser do dia anterior, de há uma semana ou anos. No desenho deveriam escrever o nome e a idade que tinham nesse momento.

Imaginando que a duração de um ano corresponde a um bago de arroz, junto da memória desenhada os alunos colaram o número de grãos correspondentes à idade que tinham na memória.



Começou a desvendar o mistério sobre uma das pedras que inicialmente tinha mostrado, dizendo que tinha 120 milhões de anos...
Mas o que é isso de 120 milhões de anos em bagos de arroz?
Apresentou duas pequenas caixas de petri, uma com 100 grãos e que representava 1 século e outra com 1000 grãos e que representava um milénio.
Para ter um milhão de grãos seriam necessários 10 kg de arroz ou seja 10 pacotes de 1kg.
E para representar os 120 milhões de anos daquela pedra precisariamos de ter 1200 sacos de arroz ou seja 1200kg.



Depois de terem ficado a saber há quanto tempo a pedra foi formada, explicou-lhes em que condições e ambiente se deu a sua formação.
Em grupos observaram em pormenor a pedra, primeiro através de observação direta e depois com a ajuda de uma lupa de bolso.



Facilmente os alunos conseguiram perceber que a pedra era formada por grãos de areia agarrados por um cimento...
Agora a questão científica? Em que locais existe areia ... No rio ou na praia... Entregou aos grupos uma caixa com areia do rio e outra com areia da praia para que pudessem observar os grãos, comparar e tentar identificar as diferenças, procurando quais os que mais se assemelham aos da pedra.



A areia da praia é mais redondinha e lisa, a do rio mais angulosa e bicuda... No rio, a areia foi arrancada das rochas que ficam nas suas margens há menos tempo e por isso tem grãos mais angulosos e torna-se mais áspera.
No mar, os grãos já rolaram mais e durante mais tempo, porque já fizeram todo o seu trajeto no rio até ali chegarem e porque, no mar, também há ondas.
Os alunos concluiram que os grãos da pedra observada foram formados no rio porque eram muito angulosos. Há 120 milhões de anos toda a zona de Lisboa era um rio... A rocha observada chama-se arenito e formou-se há 120 milhões de anos e por isso agora já a podemos chamar de rocha.

No exterior do Pavilhão do Conhecimento os pequenos cientistas fizeram mais uma investigação, observam e desenharam os fósseis encontrados no lioz (rocha calcária que reveste o exterior e algumas paredes e chão do Pavilhão do Conhecimento). Os fósseis encontrado de organismos designados de rudistas que tinham concha tal como as amêijoas e berbigões.






Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Pintor Almada Negreiros e EB Natália Correia
17 de fevereiro de 2016




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