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Cientista Hortelã
Encontro com a engenheira agrónoma Mariana Mota

A investigadora Mariana apresentou-se aos alunos como sendo uma cientista hortelã porque trabalha com hortas e pomares.

Explicou que no seu trabalho avalia a qualidade dos produtos provenientes das hortas e pomares, nomeadamente, se estão saudáveis e bons para comer… Mas nem sempre é possível fazer essa determinação no campo e por isso tem de analisá-los recorrendo a equipamentos que só existem no laboratório.





O trabalho da investigadora passa por receber os frutos das centrais fruteiras para, no laboratório, verificar se estão prontos para serem vendidos, ou seja, se respeitam as regras de qualidade para os alimentos e se estão verdes ou maduros.

Há frutos que conseguimos perceber se estão verdes ou maduros pela cor, isto é, só precisamos de olhar para eles. Mas há outros que a cor exterior não nos dá essa indicação, como por exemplo, o kiwi ou o melão. Para que percebessem as diferentes determinações que se fazem no laboratório, os alunos fizeram uma degustação de 3 espécies de frutos, em diferentes estados de maturação: maçã, kiwi e banana.




O primeiro teste consistiu em avaliar duas amostras de maçã de acordo com o seu sabor. Para o efeito, provaram dois pedaços de maçã. A investigadora explicou que no laboratório não pode provar as maçãs todas, então, para perceber se estão verdes ou maduras, usa um instrumento que se chama Colorímetro. Escolhe uma amostra, aponta o colorímetro e obtém um valor. Os valores obtidos são depois colocados numa escala cromática e desta forma obtêm-se a indicação se aquele fruto está verde ou maduro.



No caso dos kiwis, para se fazer a mesma avaliação, é necessário usar um penetrómetro. Este instrumento mede a força que se tem de fazer para perfurar o kiwi, quanto menor a força mais maduro está.

No caso da banana há ainda outra forma de se fazer essa avaliação, usa-se outro teste que tem a ver com a degradação dos açucares. Quando a banana está verde, o açúcar presente chama-se amido, à medida que vai ficando madura o amido vai-se decompondo em açúcares mais simples (como a frutose e glucose). É a presença da frutose que dá o sabor doce ao fruto. Desta forma para determinar a maior ou menor presença do amido usa-se tintura de iodo que ao reagir com o amido da banana a torna preta.




Para satisfação dos participantes ainda provaram outros frutos como a laranja, tangerina, morangos e sumos destes. No caso da laranja, da tangerina e do morango não é possível determinar o estado do fruto inteiro por isso tem de se fazer sumo para testar se está maduro. Para isso colocam-se umas gotas de sumo num refratómetro que nos dá a quantidade de açúcar.
Verificaram que o valor para a laranja era de 12,5, para a tangerina de 13,4 e para o morango 5,3. Mediram também para o kiwi que deu um valor de 14,1.




Com estes valores, concluiram que o fruto com menos quantidade de açúcar é o morango e que, por essa razão, é muito bom para os doentes diabéticos. Através desta experiência e das explicações dadas pela investigadora perceberam que, apesar do kiwi ser o fruto que tem maior quantidade de açúcar, o sabor doce é mascarado pela acidez, parecendo menos do que na realidade é...

No final desta sessão muito saudável e saborosa os alunos ainda colocaram algumas perguntas à investigadora.


Como imagino o Cientista

Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Raúl Lino e EB de Caselas
29 de Abril 2015




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