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Na vanguarda da Ciência
Encontro com a neurocientista Maria Inês Vicente

As últimas duas turmas de 4.º ano dos alunos da Escola Ciência Viva tiveram a oportunidade de ir ao “Encontro com o Cientista” na Fundação Champalimaud, onde conhecerem as investigadoras Maria Inês Vicente e Catarina Ramos.

A Fundação Champalimaud faz investigação em áreas de ponta, nomeadamente nas áreas das neurociências e do cancro, e tem como prioridade estimular descobertas que beneficiem as pessoas, bem como patrocinar novos padrões de conhecimento e, como tal, os alunos tiveram a oportunidade de aprender mais sobre estas temáticas.






As investigadoras explicaram-nos que a informação entra para o nosso cérebro através dos nossos sentidos...Temos células, que se chamam neurónios, que levam a informação dos órgãos dos sentidos até ao cérebro.

E por esta razão, o primeiro desafio proposto foi para “aquecermos” os diferentes órgãos responsáveis pelos sentidos.

De seguida pediram aos participantes que escrevessem num painel as suas ideias sobre um cientista e também o que gostavam de saber sobre a vida destes.

As frases serviram de mote para o continuar a sessão.

A Maria explicou que trabalha com ratos (ratazanas) e estuda como eles tomam decisões. Para isso os animais são colocados dentro de uma caixa, que numa dos lados tem 3 objetos, que os cientistas chamam de poke.
Quando o rato coloca o nariz no poke do meio é lançado um aroma. Se esse aroma for de limão, o rato tem de ir para a esquerda e se for de laranja, deve ir para a direita. Por tentativa e erro o rato vai aprendendo, pois quando acerta recebe uma recompensa.
Depois vai-se aumentando o grau de dificuldade da tarefa, apresentando ao rato uma mistura dos dois cheiros e ele tem de decidir para onde ir, de acordo com aquele que for mais intenso. Para os cientistas perceberem como funciona o cérebro do rato ao nível das decisões, põem-lhes uns eletródos ligados ao cérebro durante toda a experiência.

Para que é que o cérebro serve?

A partir das ideias dos alunos, chegaram às seguintes conclusões:

Pensar /raciocinar
Controlar o corpo
Monitorizar a informação
Memorizar
Decidir
Relacionado com a defesa do organismo
Conhecer os sentidos

No caso dos seres vivos que não se deslocam, como as plantas, não há necessidade de existir sistema nervoso para controlar o corpo e os movimentos.
Como curiosidade ficaram a saber da existência de um animal, que vive no fundo do mar, - a Ascídia - que na fase larvar tem de se alimentar e procurar um local para se abrigar e por isso necessita de ter cérebro, enquanto que na fase adulta fixa-se às rochas e deixa de precisar de cérebro, sendo este absorvido pelo corpo.

Para além dos ratos,os pequenos cientistas tiveram oportunidade de observar outros animais como moscas da fruta ou peixes zebra, que são usados para fazer estudos na Fundação Champalimaud.





Nas pessoas, os recetores gustativos estão na boca e na língua, nas moscas esses recetores encontram-se em várias zonas do seu corpo, como a língua, as patas ou ao longo das suas asas.
Cada pelo gustativo contém células nervosas quimiosensoriais equipadas com recetores de proteína que respondem a determinado tipo de compostos.Observaram as moscas nos seus diferentes estados (ovo, larva e pupa) antes de chegar a adulto.
Explicaram-nos que se está a fazer um estudo em que se pretende conhecer como é que as moscas tomam decisões em relação à comida e conseguiram perceber que quando as moscas estão fertilizadas gostam mais de comida com sal.





As larvas de Peixe Zebra têm uma cabeça enorme com uns olhos gigantes, e como são transparentes é possível ver o cérebro e assim estudá-lo melhor.



Para terminar esta sessão ainda visitaram alguns laboratórios e diferentes espaços de trabalho existentes no Centro Champalimaud.




Como imagino o Cientista

Escola Ciência Viva - Fundação Champalimaud
EB Engenheiro Ressano Garcia e EB de Santo António
11 de março de 2016




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