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Encontro no museu
Encontro com o engenheiro de minas Manuel Francisco Pereira

O que será que o museu de geologia Décio Thadeu tem para despertar a curiosidade aos alunos? Foi à procura de respostas para esta questão que os alunos da Escola Ciência Viva foram ao Instituto Superior Técnico (IST) conversar com o investigador Manuel Francisco, que os guiou nesta descoberta.





Manuel Francisco desafiou os presentes a pensarem nas diferentes formas que a natureza apresenta, para as quais foi mostrando diversas imagens. Por exemplo, os planetas, as estrelas e outros corpos celestes têm uma forma esférica; as serras podem apresentar uma forma piramidal; algumas plantas têm as folhas dispostas em espiral e os cristais apresentam formas geométricas perfeitas.



Desenrolando o fio da curiosidade foi explicando que as rochas são constituídas por minerais e, por sua vez, os minerais por cristais que têm formas geométricas muito bonitas e perfeitas. Disse-nos que os cristais também crescem e que, para crescerem, precisam da matéria prima que os constitui, ou seja, dos elementos químicos. Também referiu que o crescimento dos cristais é limitado pelo espaço que estes têm para se desenvolverem.



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No meio de tanto espanto, ficámos a saber que alguns seres vivos também produzem minerais ... e para espanto maior, vimos imagens de minerais produzidos por algas e uma imagem microscópica dos dentes de rato, que são das mais resistentes estruturas biogénicas feitas de minerais. Aprendemos que as conchas, os nossos ossos e dentes são igualmente feitos de minerais ...




Feita a apresentação, o grupo foi dividido em dois. Enquanto uns foram desafiados a participar numa caça ao fóssil, em que munidos de um guia tinham que localizar no museu alguns dos fósseis apresentados, como por exemplo: amonites, trilobites…




os outros foram convidados a participar em pequenas experiências.
Observaram, manusearam e aprenderam os nomes de alguns minerais, com formas, cores e até pesos diferentes.




Através de uma experiência prática perceberam que, em laboratório, através de reações químicas, também é possível fazer crescer cristais. Para o efeito, o investigador deitou umas gotas de nitrato de prata sobre uma chapa de cobre, que ao reagir com esta permitiu a formação quase instantânea de cristais. O material foi colocado debaixo de uma lupa ligada ao computador de forma a todos poderem visualizar a formação destes pequenos cristais.




Fizeram ainda outra experiência com água onde observaram rochas que afundavam e outras que flutuavam e o que acontecia quando se deitam grãos de areia na água.
À pergunta do investigador sobre a possibilidade da água também subir, foram unânimes a responder que não era possível. Refutando esta ideia, Manuel Francisco colocou várias rochas num tabuleiro, que encheu de água e convidou-os a observarem o que estava a acontecer, explicando que as rochas absorvem água porque têm poros.



Para finalizar, o investigador distribuiu maçãs por quem quis e surpreendeu os presentes com diferentes modelos geométricos feitos de película de sabão. O efeito conseguido foi o resultado da imersão das diferentes estruturas numa tina com água e sabão, tendo-se formado películas nas paredes desses modelos.




Como imagino o Cientista

Escola Ciência Viva - Instituto Superior Técnico
EB Quinta dos Frades e EB António Nobre
15 de abril de 2016




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