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À descoberta da floresta
Encontro com o biólogo José Matos

O investigador José Matos recebeu os alunos da Escola Ciência Viva no seu local de trabalho em Oeiras - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

No INIAV o trabalho do investigador José Matos prende-se com o melhoramento de plantas com interesse para a agricultura e alimentação. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer alguns dos seus colegas do INIAV e com eles conhecer os espaços e laboratórios existentes.


No laboratório de entomologia o investigador Luís Bonifácio mostrou aos pequenos cientistas alguns dos insetos que fazem mal às árvores. Há insetos que procuram as árvores, nomeadamente os pinheiros, para abrigo e alimentação levando a mesma até à morte. É importante conhecer este tipo de insetos de forma a arranjar estratégias para evitar esta forma de praga.

Um dos insetos que ficaram a conhecer foi M. galloprovincialis uma espécie de escaravelho cujas larvas se alimentam do interior do pinheiro e que no seu estado de pupa são responsáveis por fazer buracos nos ramos (forma de proteção). Para além disso transportam outros organismos (nemátodes) que causam a doença da murchidão dos pinheiros, originando a morte das árvores afetadas.









Para proteger as árvores podemos tentar apanhar os insetos quando estão a voar...montando armadilhas para insetos adultos antes destes porem ovos.
Desta forma conseguem capturar-se milhões de insetos.
Nas armadilhas coloca-se um odor agradável para atrair os insetos. Para perceber quais são os odores que são agradáveis fazem-se estudos químicos das moléculas que os compõem e num túnel de vento fazem-se testes.
De um lado coloca-se o inseto e do outro lado, o odor. O vento arrasta o cheiro e se os insetos gostarem dirigem-se para lá e esse cheiro é colocado depois nas armadilhas.





A investigadora Helena Bragança e o engenheiro Diogo apresentaram o laboratório de fungos. Neste laboratório fazem-se estudos dos fungos que levam ao enfraquecimento das árvores e definem-se estratégias para os controlar. Os fungos crescem em meios de cultura em caixas de Petri, é possível depois isolá-los e observá-los ao microscópio.




Dentro do INIAV o investigador Miguel apresentou o Museu Joaquim Vieira Natividade em homenagem ao investigador que, na década de 50, estudou várias árvores existentes em Portugal, como o sobreiro. Na altura os materiais e equipamentos eram mais básicos (todas as imagens de microscópio eram desenhadas à mão) mas a sua investigação permitiu recolher informação para escrever um livro sobre o sobreiro e a cortiça, que foi editado em 1968.




Ficaram ainda a conhecer a Xiloteca Albino Carvalho com a investigadora Clara que explicou aos alunos que esta “biblioteca” tem coleções de amostras de madeira de Portugal e também de algumas ex-colónias (Goa, São-Tomé e Angola).
Descobriram que as madeiras podem ser classificadas em moles e duras, sendo que as moles são mais fáceis de trabalhar e por isso são usadas em móveis (exemplo Pinheiro) e as mais duras usadas para o soalho (exemplo: carvalho, sobreiro, azinheira).
Como vivemos num clima sazonal pode medir-se o crescimento das árvores contando os seus anéis (Dendrocronologia). A espessura dos anéis também indica se as condições climatéricas desse ano foram ou não favoráveis.




A Suberoteca Albino Carvalho foi apresentada pela investigadora Isabel Tinoco, como o local onde estão catalogadas e armazenadas amostras de cortiça.
A árvore que dá a cortiça chama-se sobreiro e é característica da zona a sul do Tejo. A cortiça é a casca exterior do sobreiro que dá proteção à árvore, a cada 9 anos a casca volta a crescer.
Para se recolher a cortiça a árvore tem de ter pelo menos 25 anos no entanto essa cortiça não tem qualidade para a produção de rolhas, pode ser utilizada para isolamento térmico e sonoro. Só ao fim de 43 anos é que a cortiça tem qualidade para a produção de rolhas e é designada por amadia.




No final da sessão, o investigador José Matos juntou-se aos alunos no anfiteatro e encerrou a sessão explicando aos presentes as áreas em que se desenvolve o trabalho de investigação que se faz no INIAV, rematando com imagens da sua participação em investigações que envolviam lobos e golfinhos.





Como imagino o Cientista

Escola Ciência Viva - INIAV -Oeiras
EB Paulino Montez e EB Nº 72
26 de fevereiro de 2016




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