O investigador José Matos recebeu os alunos da Escola Ciência Viva no seu local de trabalho em Oeiras - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).
No INIAV o trabalho do investigador José Matos prende-se com o melhoramento de plantas com interesse para a agricultura e alimentação. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer alguns dos seus colegas do INIAV e com eles conhecer os espaços e laboratórios existentes.
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No laboratório de entomologia o investigador Luís Bonifácio mostrou aos pequenos cientistas alguns dos insetos que fazem mal às árvores. Há insetos que procuram as árvores, nomeadamente os pinheiros, para abrigo e alimentação levando a mesma até à morte. É importante conhecer este tipo de insetos de forma a arranjar estratégias para evitar esta forma de praga.
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Para proteger as árvores podemos tentar apanhar os insetos quando estão a voar...montando armadilhas para insetos adultos antes destes porem ovos. |
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A investigadora Helena Bragança e o engenheiro Diogo apresentaram o laboratório de fungos. Neste laboratório fazem-se estudos dos fungos que levam ao enfraquecimento das árvores e definem-se estratégias para os controlar. Os fungos crescem em meios de cultura em caixas de Petri, é possível depois isolá-los e observá-los ao microscópio.
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Dentro do INIAV o investigador Miguel apresentou o Museu Joaquim Vieira Natividade em homenagem ao investigador que, na década de 50, estudou várias árvores existentes em Portugal, como o sobreiro. Na altura os materiais e equipamentos eram mais básicos (todas as imagens de microscópio eram desenhadas à mão) mas a sua investigação permitiu recolher informação para escrever um livro sobre o sobreiro e a cortiça, que foi editado em 1968.
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Ficaram ainda a conhecer a Xiloteca Albino Carvalho com a investigadora Clara que explicou aos alunos que esta “biblioteca” tem coleções de amostras de madeira de Portugal e também de algumas ex-colónias (Goa, São-Tomé e Angola).
Descobriram que as madeiras podem ser classificadas em moles e duras, sendo que as moles são mais fáceis de trabalhar e por isso são usadas em móveis (exemplo Pinheiro) e as mais duras usadas para o soalho (exemplo: carvalho, sobreiro, azinheira).
Como vivemos num clima sazonal pode medir-se o crescimento das árvores contando os seus anéis (Dendrocronologia). A espessura dos anéis também indica se as condições climatéricas desse ano foram ou não favoráveis.
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A Suberoteca Albino Carvalho foi apresentada pela investigadora Isabel Tinoco, como o local onde estão catalogadas e armazenadas amostras de cortiça.
A árvore que dá a cortiça chama-se sobreiro e é característica da zona a sul do Tejo. A cortiça é a casca exterior do sobreiro que dá proteção à árvore, a cada 9 anos a casca volta a crescer.
Para se recolher a cortiça a árvore tem de ter pelo menos 25 anos no entanto essa cortiça não tem qualidade para a produção de rolhas, pode ser utilizada para isolamento térmico e sonoro. Só ao fim de 43 anos é que a cortiça tem qualidade para a produção de rolhas e é designada por amadia.
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No final da sessão, o investigador José Matos juntou-se aos alunos no anfiteatro e encerrou a sessão explicando aos presentes as áreas em que se desenvolve o trabalho de investigação que se faz no INIAV, rematando com imagens da sua participação em investigações que envolviam lobos e golfinhos.
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