João Duarte, investigador do Instituto D. Luiz da Universidade de Lisboa e da Universidade de Monash, Austrália, veio até à Escola Ciência Viva mostrar aos alunos a importância do trabalho de um geólogo.
Começou por esclarecer que estuda como é que os continentes se movem, porquê, e que consequências isso tem para nós.
A pergunta que dirigiu aos alunos - “o que é um geólogo e o que é a geologia”, foi o ponto de partida para os alunos descobrirem muito mais sobre o planeta onde habitam e o que se passa debaixo dos seus pés.
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O investigador explicou que um geólogo estuda não só as rochas, como também os minerais, os vulcões, a formação das montanhas e dos fósseis, entre outras coisas, e que estuda o nosso planeta e também os outros planetas - há robôs em Marte a recolher amostras de rochas para os geólogos estudarem.
Esclareceu que a superfície do nosso planeta, mesmo debaixo dos oceanos, é constituída por rochas, e que estas formam várias camadas.
Há muitos milhões de anos, toda a superfície terrestre acima do nível da água estava concentrada num só continente, e que os continentes que existem nos dias de hoje formam uma espécie de puzzle desse supercontinente antigo, a Pangea, e que a geologia permite compreender a deriva dos continentes.
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De seguida lançou outra questão aos alunos: “porque desapareceram os dinossauros?”. Então explicou que, enquanto alguns se extinguiram, outros foram-se adaptando e transformando. É difícil compreender tudo o que se passa durante milhões de anos e também o conceito de tempo geológico, sublinhou o investigador, e para isso mostrou um esquema representativo da idade do planeta, suas fases geológicas e o surgimento do Homem ocupa uma pequeníssima parte final.
Ainda lançou outra pergunta: “será que a Terra se está a mexer?” Para responder a essa pergunta, disse, é necessário observar a Terra por dentro, estudar as camadas e chegar ao núcleo, que é composto sobretudo por ferro e níquel e que se encontra a uma temperatura de cerca de 4000 ºC.
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O investigador apresentou uma imagem de um corte da Terra para explicar os movimentos das placas tectónicas, que se mexem muito devagar, a uma velocidade aproximada de 1 cm por ano. Estes movimentos dão origem a falhas e a vulcões, e em Portugal é no Açores que se verifica atividade vulcânica presentemente. Usou plasticina para simular movimentos das placas tectónicas e folhas de lasanha para simular o que acontece quando as forças são elevadas e as placas não dobram: há uma súbita libertação de energia e as placas quebram, dando origem a um sismo.
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Falou também de tsunamis, da sua origem e características, e de como os podemos identificar na praia, porque o mar recua muito e muito rapidamente. Referiu a importância de tomar medidas de segurança em caso de sismo e explicou algumas delas.
Antes das perguntas, explicou ainda que como grande parte do planeta está debaixo de água, os geólogos investigam o que está no fundo do mar. Fazem expedições em barcos científicos, usam submarinos e muitos aparelhos robotizados. Estes funcionam sobretudo com ecolocalização e permitem investigar tipos e formas das rochas no fundo, e até descobrir novas falhas nas placas. E também que os geólogos estão a começar a investigar as características de planetas exteriores ao sistema solar, os exoplanetas, para descobrir semelhanças com a Terra e se estes serão habitáveis.
Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Parque Silva Porto e EB S: Vicente
3 de junho de 2016
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