Mais uma vez os alunos da Escola Ciência Viva tiveram a oportunidade de sair fora de portas e conhecer um investigador no seu local de trabalho, desta feita no Instituto Gulbenkian de Ciência - IGC em Oeiras.
![]() |
O investigador Ivo Chelo começou por explicar aos alunos que o trabalho de um cientista se caracteriza por 3 etapas:
1.º - Observar, que significa ver com muita atenção e paciência. Para exemplificar esta etapa o investigador fez um teste aos pequenos cientistas. Mostrou durante alguns segundos uma imagem composta por várias fotografias de animais, de seguida retirou-a e questionou-os sobre o número de girafas que tinham observado. Prova superada, passou à segunda etapa.
![]() Apresentação de Ivo Chelo |
2.º - Fazer perguntas, depois de ter sido feita uma observação, que pode ser por exemplo:
“Quando chove o milho cresce muito, quando não chove o milho fica seco e não cresce”, há que formular perguntas: “Será que o milho e as plantas precisam de água para crescer? “
3.º - Fazer experiências, para responder à pergunta é necessário experimentar. Para isso o investigador delineou com os alunos uma experiência que consistia em testar se um feijoeiro crescia com e sem água. Para o efeito, num copo colocou-se um feijão embrulhado num pedaço de algodão humedecido e noutro copo só foi colocado o feijão. Se a água for determinante, o feijão só irá crescer no primeiro copo, se não for tão importante deverá crescer nos dois copos. Esta experiência foi levada para a escola e agora esperamos o feedback dos alunos.
![]() |
No IGC há biológos, como o Ivo, que procuram descobrir porque é que há tantos seres vivos diferentes e como eles evoluíram. Para explicar o que é e como acontece a evolução, os alunos viram um vídeo - Nós, os fantásticos seres vivos - uma história da evolução.
A evolução é um processo que demora muito tempo e os organismos só podem evoluir a partir de diferenças que já existam. Por exemplo, o bico pequeno de uma ave pode evoluir para se tornar fino e comprido, mas não pode evoluir para crescer nas costas do animal. Mostrando imagens de algumas personagens do imaginário das crianças (Invizimals, Winx, Pequenos-póneis, Mínimos, etc.) o investigador conseguiu mostrar como se poderia processar a sua evolução.
Por exemplo, os Mínimos podiam evoluir para ficar só com um olho, mas o olho não poderia ficar na posição central da cara como aparece nos desenhos animados.
![]() Apresentação de Ivo Chelo |
Os investigadores que estudam evolução fazem-no muitas vezes no laboratório e como não é possível manter em laboratório animais como a baleia estudam-se organismos modelos.
Os alunos tiveram oportunidade de ver numa lupa ligada a um projetor alguns desses animais - moscas, borboletas, e vermes como o c. elegans que o investigador estuda.
Para terminar a sessão, explicou que para se ser um cientista é necessário saber de muitas áreas: estudo do meio, matemática, educação física (algumas investigações implicam fazer mergulho, escalada, etc.), expressão plástica (para criação e utilização de impressoras 3D) e também, línguas, nomeadamente, o inglês. Um cientista tem de ler muito durante toda a sua carreira e saber vários idiomas.
Como imagino o Cientista |