Hugo Messias, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, conduziu-nos numa visita guiada pelo Observatório Astronómico de Lisboa, onde decorreu o Encontro com o Cientista desta semana.
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Ao passar pela entrada principal do Observatório, os alunos ficaram boquiabertos diante da grandiosidade do edifício.
O investigador convidou todos os alunos a se sentarem mesmo por baixo da cúpula, e aí começou por se apresentar e apresentar também este edifício onde tanto conhecimento foi produzido e ampliado, e que se encontra em remodelação. Os alunos ficaram surpreendidos quando o investigador referiu que o edifício adjacente servia de alojamento, porque à época a duração da viagem entre o centro de Lisboa e o Observatório rondava as duas horas.
Explicou que saber as horas, algo tão simples nos dias de hoje, foi em tempos uma tarefa minuciosa realizada pelos astrónomos, e que ali era determinada a Hora Legal Portuguesa. Explicou também a razão de existirem a hora solar e a hora sideral, simulando o movimento dos astros usando alguns alunos, através da existência dos movimentos de rotação e translação. Falou de coordenadas, zénites, meridianos, órbitas e paralaxe.
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Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer os instrumentos e a tecnologia usada ao longo do tempo de funcionamento do Observatório, principalmente os telescópios, apoiados em rochas, que os deixaram estupefactos, numa sala dedicada à observação com estruturas no teto, que o investigador abriu para mostrar como se fazia antigamente.
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Explicou o funcionamento de um primitivo computador central, que codificava eletricamente a passagem das estrelas, e referiu que foi do Observatório que foi realizado o primeiro telefonema em Portugal. Outros instrumentos que despertaram muita curiosidade foram os relógios de pêndulo, vários, espalhados pela sala central, que permitiam diminuir o erro das medições em caso de pequenos sismos. Referiu que o trabalho feito no Observatório era uma referência mundial e que deu bastante reconhecimento à astronomia portuguesa durante o século XIX, sublinhando que foi no Observatório Astronómico de Lisboa que se realizou a primeira medição precisa do diâmetro de Marte.
Mas a viagem pelo Observatório não poderia terminar sem visitar o telescópio localizado na cúpula. Os alunos subiram vários lances de escadas até que encontraram um telescópio enorme que, segundo o investigador, permitia já estudar corpos celestes mais distantes. No final houve tempo para uma conversa informal com o investigador na cúpula do Observatório, com muitas questões e curiosidades à mistura.
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