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Como se estuda o espaço
Encontro com a astrónoma Cátia Cardoso


Na Semana da Ciência e da Tecnologia, a astrónoma Cátia Cardoso veio até à Escola Ciência Viva falar do seu trabalho.

Começou por explicar aos alunos que hoje, para se estudar o espaço de uma forma profissional, se usam telescópios muito potentes, mas que nem sempre assim foi. Galileu, no início do século XVII, começou por observar o espaço com um telescópio muito simples, mas os instrumentos de observação evoluíram muito nos últimos 400 anos.

Hoje em dia, os telescópios profissionais estão habitualmente em desertos desabitados, porque não há luz artificial à noite, há pouca vegetação e os níveis de humidade são muito baixos, o que faz com que as noites sejam muito escuras e o ar seja muito límpido, permitindo boas observações.

Também existem telescópios no espaço, que possibilitam observações a partir das camadas mais altas da atmosfera, como por exemplo o telescópio Hubble.

Com ajuda de um vídeo, onde o herói é um extraterrestre chamado Paxi, Cátia Cardoso mostrou aos pequenos cientistas como é constituído o Sistema Solar.




A investigadora esclareceu que o espaço se estuda com a ajuda de telescópios, de sondas e robôs. A Agência Espacial Europeia (ESA), por exemplo, foi responsável pela missão Rosetta, que enviou uma sonda para estudar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Cátia Cardoso mostrou imagens do cometa e outro video que explicava como tinha sido a missão.

A investigadora continuou a sessão falando de Marte, conhecido como planeta vermelho, por ter à superfície uma grande quantidade de ferrugem (óxido de ferro) que lhe dá essa tonalidade. Segundo disse, o solo de Marte é muito rico em ferro, e este mineral terá reagido com a água existente, originando a ferrugem.



Como Marte é um planeta mais pequeno que a Terra, a força da gravidade é mais pequena, ou seja, os 100 kg de massa de uma pedra na Terra correspondem a 38 kg de massa em Marte. Como as leis da física são válidas em todo o Universo e na Lua a força gravítica é cerca de 6 vezes menor que na Terra, a mesma pedra só teria 16,5 Kg.



Alunos testam a força da gravidade


Marte é parecido com a Lua porque tem uma atmosfera muito pequena: 10 vezes menor que a da Terra… O facto de ter uma atmosfera pouco densa e de estar muito próximo da cintura de asteróides faz com que existam muitas crateras, causadas pela queda desses corpos rochosos.

Os alunos ficaram a saber outras curiosidades sobre Marte, como por exemplo: que tem um vulcão com 27 km de altura, o monte Olimpo; que é o planeta mais estudado para além da Terra; que já foram feitas mais de 30 missões a Marte e que, algumas incluíam robôs e satélites.

No final da sessão, Cátia Cardoso desejou que daqui a 20 anos haja astronautas em Marte e brindou os alunos com a imagem de um pôr-do-sol marciano!


Escola Ciência Viva - Pavilhão do Conhecimento
EB Vale de Alcântara e EB do Castelo
27 de novembro de 2015






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