Numa semana dedicada ao mar a investigadora Ana Faria do MARE - Ispa veio até à Escola Ciência Viva falar de peixes bebés.
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Explicou que os peixes quando eclodem dos ovos chamam-se larvas e têm formas muito diferentes dos seus pais.
Serás capaz de descobrir quem é o peixe adulto que a larva vai dar origem?
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Não é uma tarefa assim tão fácil e mesmo os investigadores desta área têm bastante dificuldade em identificar as larvas dos peixes.
O ciclo de vida dos peixes é muito semelhante ao nosso, os nomes dos estádios é que são diferentes: nos peixes, o estado de criança denomina-se de recruta e o adolescente de juvenil.
![]() Retirado da apresentação de Ana Faria |
Nesta sessão os alunos ficaram também a saber que os peixes têm desenvolvimentos e estratégias de vida diferentes consoante o local do mar onde habitam. Podem ser:
Bentónicos - Espécies associadas ao fundo e diferentes substratos como areia, rocha, etc. Por exemplo o linguado ou o peixe ventosa.
Pelágico - Espécies que vivem na coluna de água, por exemplo o sargo ou a sardinha.
Os sargos vivem em cardume e a reprodução faz- se na coluna de água ... Os machos e fêmeas lançam para o mar os seus gâmetas (células reprodutoras) e a fertilização faz-se na coluna de água e são lançados milhões de ovos. O desenvolvimento embrionário dos sargos tem a duração de 2 dias sendo que são quase transparentes quando as larvas eclodem e possuem um saco de reservas lipídicos (saco vitelino) para se irem alimentando enquanto se vão desenvolvendo certas estruturas como boca, os olhos (para ver as presas) e as barbatanas para nadar.
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Os peixes ventosas, por seu lado, vivem debaixo das pedras, as barbatanas estão modificadas para funcionar como ventosas e desta forma ficarem presos ao substrato quando há oscilação da maré. Os ovos também são bentónicos e não são mais 200. Para proteger a descendência os pais fornecem cuidados parentais durante cerca de 15 dias protegendo os ovos dos predadores e garantindo a sua correcta oxigenação. Quando eclodem, as larvas já estão mais desenvolvidas, as reservas lipídicas são mais pequenas, no entanto já têm a boca e os olhos bem formados, o que lhes permite começar a alimentar-se mais independentemente. |
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Parte do trabalho da investigadora também passa por saber como é que os peixes se orientam no mar e como funcionam os seus sentidos.
Por exemplo, a linha lateral que alguns peixes têm (exemplo carapau) serve como sensor das vibrações e por isso é recetor de tato e audição. No mar também conseguem captar alguns desses sons e de alguma forma identificar para onde se devem deslocar.
Os peixes também identificam cheiros, nomeadamente de um predador, e por isso algumas dessas decisões também se baseiam no olfato.
No final ainda ficaram a saber que para estudar os peixes a investigadora faz muito trabalho de campo, o que implica ir para o mar. Capturam as larvas de peixes fazendo um arrasto numa rede de plâncton. Para capturas no fundo do mar, têm de fazer mergulho e usando uma scooter subaquática conseguem fazer a recolha das amostras.
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