Como investigador Alexandre Trindade Nieuwendam tem centrado os seus estudos nas alterações climáticas, nomeadamente na Antártica.
Para mostrar aos alunos algumas das consequências das alterações climáticas que ocorrem na Antártida e no Ártico, o investigador iniciou a sessão com uma experiência que deixou a decorrer ao longo do encontro. Para o efeito, trouxe duas taças com o mesmo nível de água. Numa delas colocou um copo para representar um continente: a Antártida e, por cima do copo, colocou algumas pedras de gelo. Na outra colocou a mesma quantidade de pedras de gelo na água. O objetivo era observar o que acontecia ao nível da água nas duas taças, depois de todo o gelo derreter.
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Onde ficam as regiões polares?
Qual é a diferença entre ambas?
Porque é importante estudá-las?
Estas foram algumas das perguntas que serviram de mote para a conversa com os alunos e às quais o investigador foi respondendo ao longo da sessão.
Os alunos ficaram a saber que o Ártico é um oceano gelado rodeado de continentes e está no polo norte. Por outro lado, a Antártida é um continente que está coberto de gelo, rodeado por oceanos e fica no polo sul. Para melhor perceberem a dimensão deste continente, sobrepôs uma imagem da Antártida no mapa da Europa. Disse-lhes também que o peso do gelo está a afundar o continente...
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A Antártida é um continente muito seco e muito frio, a temperatura mais baixa registada foi de -89 graus... |
E para ir até à Antártida o que é preciso?
Para uma campanha na Antártida é preciso uma grande quantidade de equipamento e material. Na última missão em que o investigador participou foram enviados antecipadamente 1000 kg de material.
E porquê a Antártida, se o Ártico é mais perto?
Porque parte da Antártida está a descongelar e é importante estudar as razões pelas quais isso está acontecer.
No entanto para chegar à Antártida os investigadores têm de fazer uma viagem de avião até um país próximo e, por vezes, uma difícil viagem de barco (o investigador mostrou um vídeo dessa viagem em que se percebia que o mar estava muito agitado e que havia muito vento). Quando têm sorte, podem ir de avião até lá.
E onde ficam os investigadores?
Quando se faz trabalho de investigação na Antártida, os cientistas podem ficar nas bases de trabalho existentes e que foram construídas para o efeito por alguns países. Umas são mais confortáveis e sofisticadas e até têm ginásio, outras são mais simples e rudimentares. Também é possível acampar, mas isso implica ficar 6 semanas sem tomar banho!
E quem vive na Antártida ?
Na Antártida não existe população nativa como no Ártico (esquimós) mas existe uma grande variedade de animais como pinguins, focas, leões-marinhos, elefantes-marinhos e baleias.
Há também alguma vegetação da qual fazem parte os líquenes e musgos....
O que andámos a investigar?
Algo chamado permafrost, que é o solo permanentemente gelado. Em zonas urbanizadas, quando o permafrost derrete pode levar ao desabamento de casas e estradas.
Não trabalhámos na zona da base... Tivemos que andar e fazer grandes caminhadas e para além disso transportar todo o material que necessitámos usar ... Instalámos sensores para medir vários parâmetros .. Fizemos perfurações e para isso tivemos que usar muito material, como furadores, geradores ... Enchemos a Antártida de sensores ...
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No final da apresentação, voltaram a observar a experiência e ficaram a perceber que o degelo na Antártida leva ao aumento do nível da água do mar e isso não acontece no Ártico, razão mais que suficiente para a importância da realização destes estudos na Antártida.
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